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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Balanço Sónar São Paulo 2012 - sábado


Sábado foi um dia mais tranquilo no que diz respeito à organização do Sónar São Paulo, com exceção do atraso em praticamente todos os shows. As portarias estavam mais tranquilas e os acessos, facilitados. Pra mim a noite foi mais corrida, porque havia mais shows que eu queria ver.


Mogwai


Comecei a noite com o show dos escoceses do Mogwai no auditório SonarHall. O rock ambiental (ou pós-rock) lotou o auditório e fez todo mundo ficar quietinho enquanto eles passeavam entre sons límpidos e ruídos ensurdecedores. Não sou fã da banda, mas o show foi excelente. Saí um pouco antes do fim para tentar assistir um pouco do Cee Lo Green.
Trechinho do show:







Cee Lo Green
Eu praticamente não tenho cacife pra falar desse show, considerando que eu peguei apenas as duas últimas músicas. O gordito da voz fina estava com nada mais do que uma regata branca e conversando bastante com a plateia, sendo super simpático. Depois tocou Crazy, do Gnarls Barkley, da sua dupla com Danger Mouse, e emendou com a mais famosa, Fuck You. Pelo que percebi, o pessoal estava bem empolgado e o americano deve ter alegrado os fãs.





Justice




Mais um show que me deixou de boca aberta. Eu tinha certo trauminha de ver o Justice ao vivo, depois da apresentação xoxa que eles fizeram no Skol Beats em 2008. Mas desde os primeiros segundos, eles mostraram que dessa vez fariam diferente. Metade do show foi baseado no último álbum, Audio Video Disco (2011), e grande parte com os vocais do hit Civilization. A outra metade não deixou o ritmo cair e não vi uma pessoa que não estivesse empolgada, teve inclusive uma pausa de quase 1 minuto onde os dois brincaram de estátua no mais completo silêncio. O ápice foi a faixa Audio Video Disco, que encerrou o show.





Totally Enormous Extinct Dinosaurs



Sabe quando você espera muito de um show e acaba se decepcionando? Esse não foi o caso. Depois de ouvir o disco do TEED por dias seguidos, minha expectativa era alta. Ele entrou no palco 20min antes do previsto e me calou a boca. Foi a única vez durante o festival que eu fiz questão de estar na boca do palco, e dancei muito. O inglês magrelo Orlando Higginbottom e não desapontou nem por um segundo, tanto cantando quanto operando as 3 mesas de som sozinho. Ele ainda teve tempo de soltar um rojão de confete enquanto tocava um samba remixado em homenagem à visita ao Brasil. Ele conseguiu ser o último a tocar no festival e não deixar ninguém dormir em pé. <3




Resumão


Meus preferidos:
1. Kraftwerk
2. Totally Enormous Extinct Dinosaurs
3. Austra
4. Justice
5. Mogwai



Problemões do Sónar
- Fila gigantesca na primeira noite misturando compradores e pessoas com vouchers;
- Falta de sinalização das localizações e atrações que estão tocando no momento;
- Falta de informação dos funcionários;
- Falta de caixas automáticos (que haviam divulgado que teriam);
- Horários dos shows completamente atrasados;
- Um barraco que rolou entre um gerente de palco e o Mogwai (olha aqui);
- Várias pessoas relataram furtos dentro do evento.

Mesmo assim, houve muitos acertos da organização e deu pra aproveitar bastante coisa. Não havia filas intermináveis para comprar ficha, pegar bebida e comida, os preços lá dentro não eram absurdos, e não estava insuportavelmente lotado (o espaço era enorme e bem aproveitado). Isso já é uma vantagem enorme em cima de quase todos os outros eventos (e até festas e baladas) da cidade.

Queria ter tido tempo para ver outras apresentações que foram bem comentadas, como Chromeo, Gang do Eletro e outras. E vocês amgs, que show vocês gostaram mais?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Balanço Sónar São Paulo 2012 - sexta-feira


Na noite de sexta-feira saí correndo de casa - atrasado pra variar - e cheguei no Anhembi às 21h40. Com meu voucher na mão, me deparei com uma fila de aproximadamente 2.000 pessoas que começava na bilheteria do evento e acabava no escuro. As caras de desespero e indignação eram de se entender, já que a fila misturava pessoas que ainda iriam comprar seus ingressos e pessoas que haviam comprado pela internet há dias, semanas, meses (meu caso). Havia gente esperando há 1 hora.

Faltando 15 minutos para a atração mais esperada do festival, e as reclamações no lugar e nas redes sociais colocaram os organizadores contra a parede. Felizmente eles tomaram a atitude correta e liberaram 2 portões para as pessoas que estavam com seus vouchers poderem entrar mais rapidamente.


Kraftwerk
Os alemães do Kraftwerk entrariam no palco às 23h, mas graças a um atraso na programação, o show deles começou por volta das 23h30. Para a minha sorte, deu tempo de pegar desde o início - e foi o melhor show da noite. Ao contrário do esperado, eles não abriram com Man Machine, mas com The Robots. Todo mundo com seus óculos 3D acompanhou os 4 estáticos no palco com entusiasmo durante a uma hora e meia de espetáculo. Fiquei de cara e emocionado, assistir a esses caras tem uma importância histórica, além de sentimental. Não há muito mais o que dizer, os caras inventaram a música eletrônica e ainda são mestres na área. Pra quem estiver muito curioso, aqui tem um vídeo com uma qualidade bem baixa.
Algumas fotos que eu tirei:








Little Dragon



Ainda meio embasbacado com o Kraftwerk, resolvi reconhecer o terreno e pegar o show do Little Dragon no SonarHall, que começou à 1h em ponto. Só que como o espaço do evento estava bem mal sinalizado e muitos funcionários estavam mal informados, demorei algum tempo para descobrir onde ficava o outro palco. Consegui pegar uns 45 minutos de um show barulhento (no bom sentido) e muito bem arrumado dos suecos. Yukimi Nagano, a vocalista, estava bem à vontade com o palco pequeno e com a grande quantidade de pessoas sentadas nas cadeiras do auditório. Foi um show bem legal, e mesmo quem estava sentado balançava a cabeça e batia os pés.
Pra ter uma ideia:




Austra



Melhor surpresa do festival, pra mim. Curtia o disco dos canadenses, mas ao vivo eu tinha medo de dar tudo errado - especialmente pelo timbre da vocalista Katie, estridente e bem peculiar. E no fim das contas elas funcionam ainda melhor no palco. As backing vocals - estou ignorando o rapaz que tocava teclado praticamente de camiseta e cueca, a baterista com óculos Restart e o baixista escondido no fundo do palco Dorian Wolf - pareciam saídas do circo. Uma delas estava de pijama estampado e cabelos desgrenhados, poderia ser a terceira irmã das CocoRosie, a outra era parecidíssima com a Andrea Caracortada, do Almodóvar. Enquanto isso Katie dançava, gesticulava muito e soltava o vozeirão, que ecoava pelo SonarHall. Visualmente e musicalmente impressionantes!




Fiquei meio triste de não ter visto Chromeo (que muitos colocaram na lista dos preferidos) e o DJ set do James Blake. Mesmo assim, para um primeiro dia, eu estava mais do que satisfeito. Os erros do Sónar São Paulo 2012 foram feios, mas os shows impressionantes fizeram valer. E isso foi só no primeiro dia.



#Frikadica

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Miami Horror @ #MixtapeMultishow (07/04)


Como muitos sabem, nessa semana passada - mais especificamente na quinta - teve a #MixtapeMultishow, festa fechada para convidados. A maioria dos convidados era dos #outros500, ou seja, eu tava lá. Foi no Beco SP (casa de PoA recém aberta em São Paulo), com show de Miami Horror e live dos brasileiros de The Twelves.

Apesar da ótima apresentação do duo The Twelves, o show do grupo australiano foi o ponto alto da noite. Com uma sonoridade mais puxada para o rock do que o sintetizado álbum Illumination (2010), eles fizeram um show relativamente curto (1h, mais ou menos), mas apresentaram as faixas mais legais do repertório.

O teclado ficou em segundo plano para a guitarra e o baixo fazerem o serviço pesado. Em vários momentos, até o vocal 

Moon Theory, I Look To You, Holidays, Summersun e Echoplex fizeram o público pequeno pular ensandecido, mesmo sem os featurings do álbum. Eu sei porque quase me derrubaram.

Mas valeu a pena, mesmo a educação das pessoas não ter sido à altura do carão. A produção do evento foi ótima e deu pra assistir às apresentações bem de pertinho sem grandes problemas.

E como eu sou muito legal, gravei uns trechinhos (bem curtos, porque eu queria curtir o show né) pra vocês sentirem como é um show dos caras:





Muito obrigado à equipe do Multishow e dos #outros500 pelo convite e pela festa animal! :)


#Frikadica

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

MEN lança o primeiro álbum - Talk About Body


O projeto paralelo da JD Samson (Le Tigre), MEN, existe desde 2007, fazendo seu nome como um coletivo que envolve artes, música e performance. Fundado pela JD e sua companheira de Le Tigre - Johanna Fateman que hoje é produtora do projeto - , hoje ele conta também com as participações de Michael O'neill e Ginger Brooks, além de Emily Roysdon como produtora.

A fama de MEN começou pelas apresentações ao vivo que sempre receberam ótimas críticas, e cresceu em Novembro de 2010 com o lançamento do quarto vídeo, Off Our Backs, que foi dirigido por Bryce Kass, diretor queridinho de bandas indies de Nova Iorque.

Para combinar com as letras pornográficas e engajadas no movimento LGBT, Kass fez o que parece ser uma versão boa e gay do vergonhoso Satisfaction, do Benny Benassi.



Após algum tempo deixando os admiradores ansiosos, o grupo lançou nessa semana seu primeiro álbum, Talk About Body. Com uma sonoridade que carrega o frenesi de Le Tigre, TBA é menos agressivo e mais livre, menos rock e mais eletrônico.

A música é claramente pensada como trilha-sonora de uma revolução sexual focada nas minorias: homossexuais, transgêneros e afins. E funciona. Despretensioso, dançante, politizado e ao mesmo tempo muito divertido, o álbum é um alívio para quem estava esperando novos ares para o electro, sem o tão explorado revival dos anos 80.

A produção ora lembra Electrocute, ora parece homenagear Gossip. O vocal por vezes chega a ser infantil, e em outros momentos fica mais agressivo, lembrando Karen O (Yeah Yeah Yeahs). O resultado, no entanto, não é decepcionante nem pouco original, mesmo tendo em mente artistas do gênero como Peaches.

Faixas que merecem destaque:

MEN - Life's Half Price

MEN - Credit Card Babies

MEN - Make It Reverse

MEN - Be Like This

Talk About Body foi lançado pelo selo IAMSOUND, 31 de Janeiro no Reino Unido e 1º de Fevereiro nos EUA.


#Frikadica

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Casey Spooner lança álbum sem Fischer - Adult Contemporary


O título do primeiro álbum solo de Casey Spooner - mais conhecido por integrar a dupla de electro Fischerspooner - resume muito bem o conceito do projeto. "Adulto e contemporâneo", sem as alegorias, montações e histeria da dupla.

Lançado nesse mês, Adult Contemporary é uma surpresa enorme para quem esperava uma pegada eletrônica que ao menos lembrasse o trabalho de Fischerspooner no álbum de Casey. Especialmente depois de ouvir o primeiro preview do lançamento, um remix da faixa Spanish Teenager, que conta com a voz do líder dos Scissor Sisters, Jake Shears (ouça aqui).

Ao invés de explorar o mesmo estilo, o americano resolveu trilhar por um indie rock impregnado do clima britânico das décadas de 80 e 90. Em momentos, Spooner parece querer plagiar Morrissey e Blur. A diferença é... quase imperceptível, na verdade. Se ela existe. Até o nome da música parece concordar:

Casey Spooner - Cliche

O disco tem momentos bons, inspirados e nonsense, mas também repetitivos e monótonos, em que Casey parece ter pego um electro da dupla e transformado em rock (?).

Casey Spooner - RSVP

No fim das contas, AC não é um álbum de todo ruim. Ele peca pela falta de originalidade em relação à história da música, mas ganha pontos ao trazer um lado inédito do artista e fazer um trabalho bem elaborado, executado e finalizado. AC não tem camadas, e as faixas todas fazem sentido dentro do conjunto.

Ápice do álbum:

Casey Spooner - Tuxedo

Adult Contemporary já está à venda no iTunes, e no site oficial de Casey é possível baixar a faixa Faye Dunaway gratuitamente. Cola lá!


#Frikadica

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Björk + Dirty Projectors em causa nobre


Há menos de um mês foi anunciado que Björk estava preparando um projeto beneficente com a banda indie Dirty Projectors e foi lançado hoje, 30 de Junho.

A renda obtida com as vendas digitais do álbum será doada para o instituto Housing Works, que fornece abrigo homens, mulheres e crianças soropositivas.

Um ano atrás, a pedido de Brandon Stosuy do site Stereogum, essa parceria havia acontecido ao vivo, em um show também beneficente onde 7 músicas compostas especialmente para o evento foram apresentadas em uma livraria de Nova Iorque.

Essa parceria havia começado algum tempo antes, quando Dirty Projectors regravou a música "Hyper-ballad" em um projeto de covers da islandesa feito pelo Stereogum.

Tempos depois, a admiração mútua resultou no álbum Mount Wittenberg Orca. Como se trata de um projeto beneficente, nada mais correto do que mostrar apenas parte do trabalho, e deixar que o projeto na íntegra seja obtido com doações. Veja a capa e ouça alguns destaques:


02. On and Ever Onward
Björk lidera essa faixa com seu vocal forte, cantando sobre uma vida simples e completa, algo que as pessoas da instituição procuram - e não só elas. "Lar é o que está ao nosso redor".


05. Sharing Orb
O coral das meninas do Dirty Projectors, violão e bateria acompanham Björk numa música que fala de doação e otimismo. Uma mensagem bonita passada de um modo atípico.


06. No Embrace
O trabalho da banda se destaca nessa faixa, enquanto a voz de Björk fica ao fundo. A letra é triste, e fala de abandono e descaso. O lado duro e realista do projeto.


O álbum tem vocais experimentais e guturais que lembram Medúlla, da Björk, e instrumentais bem puxados para o indie que vêem do trabalho da banda Dirty Projectors. Além da iniciativa nobre, o trabalho foi muito bem feito e não tem aquele ar cafona ou "vamos fazer qualquer coisa pra vender" que muitos projetos musicais beneficentes têm.

Para contribuir, é só entrar no site abaixo e doar a partir de US$7 para baixar o álbum digital.


Para mais informações:

#Frikadica

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Kylie Minogue - Aphrodite (2010)


Um dos álbuns de pop mais esperados do ano finalmente chegou! Aphrodite é o 11º álbum de inéditas da australiana Kylie Minogue, e a produção executiva é assinada pelo consagrado - e atualmente em alta - Stuart Price. O inglês tem no portfolio produções para Madonna, P. Diddy, New Order, Seal, Killers, Keane, e o último álbum de Scissor Sisters (ouça aqui).

Nas produções das faixas estão, além de Stuart P., Jake Shears (vocalista dos Scissor Sisters), Calvin Harris, Tim Rice-Oxley (do Keane), entre outros. Encarnando a deusa do amor, ela deixa o electro pesado de seu último álbum X (2007) para fazer um trabalho mais melódico e romântico - mas não menos dançante.

A própria cantora co-escreveu apenas três faixas: Illusion, Too Much, e Looking For An Angel.

Querem ouvir?

01 - All The Lovers
Produzida por Price, essa música é o primeiro single do ábum, e já ganhou vários remixes e um clipe bem bonito (veja aqui). A faixa é meio dançante, meio parada, lembra em alguns momentos Slow, da própria Kylie. Os fãs - e até não-fãs - gostaram bastante da novidade.


02 - Get Outta My Way
Será o segundo single de Aphrodite, e dizem que a australiana já está se preparando para gravar o clipe. Produzida por várias pessoas - incluindo o dinamarquês Cutfather que já trabalhou com Pussycat Dolls, Jamelia e Ace Of Base - ela é bem mais animada e apropriada para as pistas de dança. A letra é um pé-na-b*nda de alguém que não a tratou como merecia, enquanto o som é um resquício do electro de seu último álbum.


03 - Put Your Hands Up (If You Feel Love)
Ela começa devagarinho, mas logo se revela outro hit para baladas. A letra é romântica e até cafona, mas os sintetizadores de Price dão uma amenizada - além de dar uma vontade de dançar sem ligar para o que está sendo cantado.


04 - Closer
Closer é assinada exclusivamente por Price, e o resultado é essa faixa com um instrumental bem acabado que lembra de longe Ladytron, numa versão bem mais pop e comercial. O vocal de Kylie fica como um acessório que enfeita a base eletrônica.


05 - Everything Is Beautiful
O álbum volta a ficar mais melódico, e a Afrodite parece começar a baixar na cantora, enquanto ela fala de rituais que deixarão tudo muito mais bonito. Ela garante um momento mais calmo para um show, com direito a pausa no piano e palmas da platéia acompanhando o ritmo da música. Cafona mas bonitinha.


06 - Aphrodite
A idéia de usar batidas macumbentas/militares apareceu em Bionic da Aguilera e aparece aqui também. A música é mais uma que fica no limite entre o dançante e o romântico. Mas ela representa muito bem o clima do álbum, e dá mesmo a impressão de ter sido a trilha sonora para a sessão de fotos de onde saiu a capa do álbum. Apesar de considerada cafona por muitos, é um conceito interessante.


07 - Illusion

Kylie co-escreveu Illusion com Price, e o resultado só poderia mesmo ser uma excelente música com efeitos eletrônicos, sintetizadores e ecos viciantes. A letra fala de uma confusão causada pela fama e todo o estilo de vida que a envolve. Mas ao invés de utilizar de sarcasmo, como certas Lady GaGas, Kylie faz um synth-pop bem mais refinado e original.


08 - Better Than Today
BTT parece ter sido tirada de um álbum dos anos 1990, o que provavelmente foi a intenção. A letra e a produção são inocentes e meio que exigem uma coreografia representando cada frase do refrão. Se você prestar atenção, no entanto, alguns elementos não deixam a faixa cair no óbvio/tosco como a guitarra de fundo.


09 - Too Much
Foi escrita por Kylie, Jake Shears (dos Scissor Sistors) e Calvin Harris - que também a produziu - o que garante uma dose extra de empolgação e eletricidade. Rápida e até confusa à primeira ouvida, Too Much é uma das melhores do álbum. Alguém parou pra ouvir o que a letra diz? Nem precisa, né.


10 - Cupid Boy
Sebastian Ingrosso (DJ e produtor sueco de electro) e Magnus Lidehäll (produtor sueco de hip-hop) são os responsáveis por essa música. Altamente pop e ao mesmo tempo nada óbvia, a nacionalidade e o background dos produtores provavelmente é uma das maiores culpadas. Se a australiana tiver bons marketeiros - e aparentemente ela tem - Cupid será logo logo lançada como single.


11 - Looking For An Angel
Kylie tem uma óbvia atração por aberturas de musicais e músicas que lembram bailes do século XIX, e é assim que essa música começa. O acompanhamento de cordas e piano permeiam o resto da faixa, mantendo a melodia junto com um refrão bem grudento. Gostosinha e com uma potencial comercial bem grande.


12 - Can't Beat The Feeling
Mais uma vez, produtores do underground do pop e electro se envolveram na produção e escrita. Hannah Robinson já trabalhou com o projeto de electro Ladyhawke; Pascal Gabriel também trabalhou para Ladyhawke, além de Andy Bell (do Erasure), Bebel Gilberto, Goldfrapp e Marina & The Diamonds; e Richard X já é famoso por seu electro sombrio e parcerias com Annie, Kelis e Sugababes. Mais uma vez, o synth-pop conta com elementos diferenciados e uma melodia que parece retirada de um álbum de Nu-disco.


Diferente de muitas cantoras pop - especialmente as americanas - Kylie Minogue raramente faz um trabalho previsível. Apesar de não participar das produções, ela sempre tem pessoas competentes trabalhando para ela. E escolhendo pessoas nada óbvias, seus álbuns sempre têm elementos surpresa.

Aphrodite é obviamente um álbum pop, mas a maioria das músicas não é logo de cara um sucesso violento que dê vontade de ouvir repetidas vezes. E isso é um elogio, já que é exatamente esse tipo de música que requer um cuidado extra ao ouvir - o que indica que um trabalho extra foi feito ao criá-las. Lá pela terceira ouvida, o álbum se revela uma das produções mais refinadas da música mainstream de 2010, pelo menos até agora.

#Frikadica

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Scissor Sisters - Night Work (2010)


A banda mais gay dos anos 2000 está de volta. Não, não são os Jonas Brothers. Scissor Siters se formou em 2001 quando o ex-stripper Jake Shears e a mulher viada Ana Matronic pegaram no microfone e nunca mais soltaram. Juntaram-se a eles o bear multi-instrumentalista Babydaddy, o baixista esquisitinho Del Marquis e o baterista Paddy Boom (depois substituido por Randy Real). O nome da banda é uma referência ao sexo entre garotas, mais especificamente a posição "tesoura", onde as 4 pernas se encaixam, se é que vocês me entendem...

Em 2004 lançaram seu primeiro álbum, Scissor Sisters, que ganhou destaque pelo cover de Pink Floyd em "Comfortably Numb", o hit "Take Your Mama" e a faixa "It Can't Come Quickly Enough" que fez parte da trilha sonora do filme Party Monster. Lembram?



Os vocais agudos e as performances escandalosas de Jake & cia. fizeram muito sucesso com uma mistura eletrizada dos vocais dos Bee Gees na época da Disco, a estética, a nudez e as guitarras do Glam-rock de Bowie e as batidas e sintetizadores do Electro-rock de Le Tigre.

Em 2006 veio o segundo álbum, Tah Dah, que ao invés de afundá-los no esquecimento como banda de poucos sucessos, os levantou ainda mais aos palcos cobertos de glitter e lantejoulas. Entre vários sucessos como "She's My Man", "Kiss You Off" e "Everybody Wants The Same Thing", o destaque maior ficou com o primeiro single "I Don't Feel Like Dancin'".



Com um som retrô e ao mesmo tempo muito moderno, Scissor Sisters ganhou um lugar praticamente reservado para os fãs, e nesse ano eles voltam com o terceiro álbum "Night Work". O título e a capa sugestivos relembram a marca da banda e o assunto preferido das músicas: putaria. E mais putaria é o que eles trazem novamente. As novidades musicais são leves. A principal mudança é o refinamento na produção eletrônica, graças ao trabalho de Stuart Price, que co-produziu quase todas as faixas."Running Out", por sua vez, ganhou um dedo de produção de Santogold.

De início, o álbum pode parecer mais do mesmo, mas por volta da quarta música é fácil notar que não passa de impressão. O electro fica em primeiro plano, deixando o glam-rock em segundo. Quase todas as faixas são muito divertidas e dançantes - além de engraçadas para quem entende inglês. Apesar de "Invisible Light" ter sido usada como teaser e divulgadora, o primeiro single é "Fire With Fire". Veja o video:




Deve ter sido uma tarefa difícil escolher as músicas de trabalho, entre tantas boas. "Harder You Get", "Skin Tight" e "Invisible Light" são apenas alguns dos grandes momentos de NW.

Para tirar suas próprias conclusões, ouça o álbum na íntegra:


01 - Night Work


02 - Whole New Way


03 - Fire With Fire


04 - Any Which Way


05 - Harder You Get


06 - Running Out


07 - Something Like This


08 - Skin This Cat


09 - Skin Tight


10 - Sex And Violence


11 - Nightlife


12 - Invisible Light



Em tempos onde cantores e cantoras tomam os pódios, prêmios, paradas e baladas é difícil uma banda pop se destacar, ainda mais estando longe do início da carreira. Scissor Sisters graças a deus rema contra a maré - e sem fazer muito esforço. We love them homos!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sia - We Are Born (2010)


Demorou, demorou, demoroooooou... Mas chegou. Antes de qualquer coisa, vocês devem saber quem é Sia. Para isso, é só ler esse post aqui.

Uma vez informados, vocês com certeza estão afoitos para ouvir o novo álbum, e a boa notícia é que ele acabou de vazar. Esse trabalho é indiscutivelmente um nascimento para Sia, pelo simples fato de ser um mergulho de cabeça no mundo pop. Ao mesmo tempo que o gravou e produziu, Sia trabalhou em parceria para várias faixas do novo álbum da Aguilera (ouça aqui) além de gravar uma faixa para a trilha sonora de Eclipse e uma para o álbum de Fatboy Slim com David Byrne. A moça andou ocupada, mas definitivamente não deixou a criatividade diminuir por isso. 

Leiam a resenha exclusiva e ouçam em primeira mão, faixa a faixa:


01. The Fight
Desde que a faixa vazou junto com outras 5, estava óbvio que seria a primeira do álbum, com o coro de crianças cantando "we are born, we are born". The Fight dá a impressão de ter sido gravada em uma festa, e é isso que dá vontade de fazer: juntar um monte de gente num apartamento e colocar o volume no máximo. A letra é um hino otimista sobre sair da escuridão em direção à luz, lutar e ganhar.

02. Clap Your Hands
Primeiro single do álbum, ela com certeza é uma das mais agradáveis para quem não conhece a moça e para os fãs de pop. Com uma roupagem mais comercial, Sia continua trabalhando temas dançantes carregados de elementos do electro misturado com indie-rock. O clipe é um dos mais divertidos que você vai encontrar atualmente, tem passado até no MTV Lab.

03. Stop Trying
O álbum ganha ares de anos 80 nessa terceira faixa com a bateria acompanhada de palmas, mais coro infantil e xilofone. Divertidíssima e eletrizante, Stop Trying é um aviso para aquelas pessoas que se esforçam demais para serem amadas. Para dançar como Billy Idol.

04. You’ve Changed
Mais uma animadinha, e dessa vez o indie-rock parece dar um passo à frente do pop. Dá para imaginar uma banda inglesa - Friendly Fires, por exemplo - gravando essa música. A guitarra e o baixo acompanhando a bateria dão um ar meio Franz Ferdinand, enquanto os efeitos dos sintetizadores lembram a tendência nu-rave que invadiu o rock britânico há alguns anos (vide Klaxons e Hadouken!). Ela também ganhou um clipe sensacional.

05. Be Good To Me
Primeira música calma do cd, ela é bem diferente das composições melódicas típicas da cantora. Com rock na veia, Be Good To Me tem influências fortes do Soul americano onde a melodia é forte e acompanhada de um vocal muito bem trabalhado. Cantoras como Alicia Keys fariam uma interpretação quase tão boa quanto a de Sia.

06. Bring Night
Talvez a melhor faixa de We Are Born, Bring Night é das músicas mais contagiantes e fáceis de grudar na memória feitas recentemente. O refrão principal não tem letra, o que já um passo para torná-la um chiclete. Potencial enorme para ser single e ganhar mais um clipe daqueles feitos com 100 dólares e idéias absurdas.

07. Hurting Me Now
Pela primeira vez em WAB, Sia canta sobre amor. E apesar da letra falar de mágoas passadas por falta de aceitação com a namorada JD - se é que as músicas dela são tão auto-biográficas -  Hurting Me Now é um som divertido, acompanhado de sinos e uma melodia que lembra rocks inocentes dos anos 1950.

08. Never Gonna Leave Me
O rock indie parece ter entrado mesmo no repertório oficial, e a oitava faixa, apesar de não ser das mais marcantes do lançamento, é divertida e levemente melancólica. As influências do rock/new wave dos anos 1980 reaparecem para nos fazer dançar rapidinho, chutando o ar e batendo palmas.

09. Cloud
Até agora Sia parecia estar dançando tanto que o fôlego não aparecia. Mas em Cloud ela nos lembra que sua voz é forte, retumbante e doce. Essa balada é um rock quase folk com ecos retrô e acompanhamento quase imperceptível de violinos e piano.

10. I’m In Here
Essa é outra das faixas que haviam sido colocadas no próprio site da cantora há algumas semanas, e parece ter sido puxada direto da época do álbum Colour The Small One (2004). Melodia composta no piano, com bateria simples, marcante e vocais multiplicados e melancólicos. Uma faixa que se destaca do resto de WAB pela tristeza e frieza de produção.

11. The Co-Dependent
Mais uma prova de que Sia bebeu na fonte de Siouxsie, Tears For Fears & cia. Ela é outra música meio interlúdio, sem grande importância em comparação a outras. Mas as partes cantaroladas sem letra mais uma vez grudam na memória e trazem uma simpatia instantânea.

12. Big Girl, Little Girl
Essa também era uma das 6 faixas já apresentadas, e carrega para esse álbum pop toda a força indie/roqueira dessa nova faceta de Sia. Além da guitarra, a música ainda conta com um final ao piano que lembra muito suas músicas de 2004. Começa feliz e acaba emocionante.

13. Oh Father (Madonna cover)
Dessa música provavelmente só os maiores fãs de Madonna se lembrarão. Ela é um single do quarto álbum da rainha do pop, Like A Prayer. Não fez lá muito sucesso na época, mas não significa que não seria digna de uma regravação tão boa quanto essa. Isso porque mesmo sendo pop, Sia não gosta de ser óbvia. Ponto pra ela. Para quem quiser ouvir a original, dá uma olhada nesse video.

14. Hold Me Down
A única faixa do álbum a não vazar com o resto. Seria um bônus? Uma faixa fantasma? Um mito? Aguardem mais informações.


We Are Born foi esperado por semanas, mas após ouvi-lo cheio de expectativas é impossível não concluir que é um álbum excelente, daqueles raros que podem - e devem - ser ouvidos do início ao fim sem pular uma faixa sequer. Além de ter uma produção impecável e trazer a pouco conhecida cantora ao universo pop sem deixar a alma indie se corromper, o trabalho parece ter sido feito por crianças-prodígio que não pensaram em outra coisa que não fosse diversão pura. Nota 10.


#Frikadica

terça-feira, 25 de maio de 2010

Christina Aguilera - Bionic


Sim, fãs da X-tina e curiosos, finalmente o álbum da loira vazou por completo. São 18 faixas de um pop bem produzido, cheio de referências externas e um tantinho pretensioso. Mas a Aguilera sempre foi metida, e a gente adora. Snob bitch. 

Mas vamos ao que interessa. Aos que estão se decidindo se devem baixar o álbum, ou aos que não entenderam direito o que foi que ela aprontou em Bionic, um review completinho faixa-a-faixa.


01 ~ Bionic ~ A primeira faixa do álbum é um synth-pop bem elaborado e sem grandes apelos comerciais. Uma ótima introdução, onde X-tina já avisa que ficaremos viciados no clima eletrizado que virá em seguida. So Damn Bionic.


02 ~ Not Myself Tonight ~ O primeiro single já vazou há algumas semanas e não vingou no mercado. O clipe gerou polêmica por teoricamente se inspirar em Lady CaCa. A música é legal, mas não deveria de forma alguma ter sido o primeiro single. Se ela queria se reinventar, deviam ter escolhido uma menos óbvia.



03 ~ Woohoo ~ Já está confirmado que essa música, em parceria com a rapper Nicki Minaj será o segundo single. O clipe, se seguir o rumo da letra, será polêmico. Se ela diz que "os meninos acham que é bolo quando eles vêem a XXXXXX, mas eles nem precisam de prato, só a cara", você imagina que no video haverá rapazes com a cara enfiada na virilha da moça.



04 ~ Elastic Love ~ A faixa foi produzida pela animalesca M.I.A., e quem conhece a moça achará isso bem óbvio. A batida forte e a voz cheia de cortes e eco foi bem alterada e lembra bastante a da cingalesa. É uma música que a M.I.A. teria feito para si mesma (com exceção do refrão pop demais), e parece ter feito com gosto para a loira.



05 ~ Desnudate ~ Nos primeiros segundos, o climão funk carioca parece coisa de Britney. Mas é só a moça começar a cantar e miar em espanhol que a gente vê que é coisa de J.Lo ou Gloria Estefan. Um dance com metais latinos. Exageradamente gay e dançante. "Dámelo duro"? Essa é a XXX-tina que andava sumida.



06 ~ Love & Glamour ~ Primeiro interlúdio do álbum. "Fashion is a lifestyle". Mensagem amigável pra GaGa?



07 ~ Glam ~ Pop pancadão, trilha sonora de banheiro de boate. "Não deixe as roupas vestirem você" é a mensagem da faixa, e é a primeira vez no álbum em que Aguilera estica o tom e manda aqueles gritos inesquecíveis. A produção é de Tricky Stewart, sabem? Single Ladies, Me Against The Music, Umbrella, Touch My Body, Obsessed.



08 ~ Prima Donna ~ Depois de bancar a latina, ela encarna uma italianinha em uma faixa pra descansar e dançar com o traseiro na cadeira. A produção tem um tiquinho de Kanye West. O "pequeno" ego vem com força de novo: "I'm a Prima Donna, I can rule the world".



09 ~ Morning Dessert ~ Segundo interlúdio. Sobremesa de manhã? Não é de comida que ela tá falando né, gente?



10 ~ Sex For Breakfast ~ A atmosfera de R'n'B continua, inclusive porque os produtores dessa faixa, Focus e Noel Fisher costumam trabalhar com Snoop Dogg, Busta Rhymes, R. Kelly e Brandy. Aguilera ataca de branquela e faz um quase-soul ronronante. Mariah feelings.



11 ~ Lift Me Up ~ Escrita e produzida por Linda Perry (que trabalha com Aguilera desde a época de Beautiful), essa música é uma baladinha com pitadas de sintetizadores típica da Aguilera. Melosa, grudenta e com milhares de mudanças de tons na voz em poucos segundos.



12 ~ My Heart ~ Mais um interlúdio. Fofice gratuita, é uma gravação com as vozes do maridão e do filho.



13 ~ All I Need ~ Agora X-tina assume o papel de mãe de família e canta sobre a felicidade de ter uma família própria. A letra e a melodia são um tiquinho mais redondinhas do que o normal em uma balada pop. Sabe por quê? Porque tem dedinho da australiana Sia e um dos produtores favoritos dela, Samuel Dixon.



14 ~ I Am ~ Auto-afirmação do título ao último segundo da música. A letra é bem bonita, e Aguilera parece ter até pegado um pouquinho o jeito de cantar de Sia, meio rouco, meio vacilante, sem exageros. As batidinhas são gostosinhas e confirmam que a música parece ter sido puxada do álbum Colour The Small One (Sia).



15 ~ You Lost Me ~ É a terceira com assinaturas de Sia e Dixon, e a influência do soul aparece de novo em mais uma balada. Dessa vez, a letra é trágica e triste. Pra cantar chorando.



16 ~ I Hate Boys ~ Um pop bem puxado para o electro graças à produção dos queridinhos dos indies Le Tigre. A banda é altamente feminista e lesbo, afinal as 3 moças da formação são da comunidade. A contribuição provavelmente se deve ao fato de JD Samson (uma das 3 moças) namorar Sia.



17 ~ My Girls ~ O clima sapa continua com mais um pop/electro ótimo, dessa vez com a participação da absurda produtora/DJ/cantora/panssexual/ex-bibliotecária Peaches. O álbum poderia ter sido mais contagiado por essa música. Divertidíssima e boa de dançar.



18 ~ Vanity ~ Uma das melhores músicas do cd, de longe. Desbocada, MUITO egocêntrica e deliciosamente dançante. Se eu fosse amigo da Aguilera, a aconselharia a ter feito de Vanity o primeiro single. O álbum fecha com uma mensagem a todos que andam xoxando a moça e o álbum: "Não vamos esquecer quem possui o trono". O Baby Aguilera responde: "É você, mamãe".

Agora morram que a versão deluxe terá mais 6 faixas: 
Monday Morning (com produção de Santogold, mais uma queridinha dos indies); 
Bobblehead
Birds Of Prey e Little Dreamer (ambas produzidas por Hunt e Wu, integrantes da banda de electro Ladytron); 
Stronger Than Ever e I Am (Stripped) (mais duas em colaboração com a Sia). Estamos no aguardo.

#Frikadica
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