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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Balanço Sónar São Paulo 2012 - sábado


Sábado foi um dia mais tranquilo no que diz respeito à organização do Sónar São Paulo, com exceção do atraso em praticamente todos os shows. As portarias estavam mais tranquilas e os acessos, facilitados. Pra mim a noite foi mais corrida, porque havia mais shows que eu queria ver.


Mogwai


Comecei a noite com o show dos escoceses do Mogwai no auditório SonarHall. O rock ambiental (ou pós-rock) lotou o auditório e fez todo mundo ficar quietinho enquanto eles passeavam entre sons límpidos e ruídos ensurdecedores. Não sou fã da banda, mas o show foi excelente. Saí um pouco antes do fim para tentar assistir um pouco do Cee Lo Green.
Trechinho do show:







Cee Lo Green
Eu praticamente não tenho cacife pra falar desse show, considerando que eu peguei apenas as duas últimas músicas. O gordito da voz fina estava com nada mais do que uma regata branca e conversando bastante com a plateia, sendo super simpático. Depois tocou Crazy, do Gnarls Barkley, da sua dupla com Danger Mouse, e emendou com a mais famosa, Fuck You. Pelo que percebi, o pessoal estava bem empolgado e o americano deve ter alegrado os fãs.





Justice




Mais um show que me deixou de boca aberta. Eu tinha certo trauminha de ver o Justice ao vivo, depois da apresentação xoxa que eles fizeram no Skol Beats em 2008. Mas desde os primeiros segundos, eles mostraram que dessa vez fariam diferente. Metade do show foi baseado no último álbum, Audio Video Disco (2011), e grande parte com os vocais do hit Civilization. A outra metade não deixou o ritmo cair e não vi uma pessoa que não estivesse empolgada, teve inclusive uma pausa de quase 1 minuto onde os dois brincaram de estátua no mais completo silêncio. O ápice foi a faixa Audio Video Disco, que encerrou o show.





Totally Enormous Extinct Dinosaurs



Sabe quando você espera muito de um show e acaba se decepcionando? Esse não foi o caso. Depois de ouvir o disco do TEED por dias seguidos, minha expectativa era alta. Ele entrou no palco 20min antes do previsto e me calou a boca. Foi a única vez durante o festival que eu fiz questão de estar na boca do palco, e dancei muito. O inglês magrelo Orlando Higginbottom e não desapontou nem por um segundo, tanto cantando quanto operando as 3 mesas de som sozinho. Ele ainda teve tempo de soltar um rojão de confete enquanto tocava um samba remixado em homenagem à visita ao Brasil. Ele conseguiu ser o último a tocar no festival e não deixar ninguém dormir em pé. <3




Resumão


Meus preferidos:
1. Kraftwerk
2. Totally Enormous Extinct Dinosaurs
3. Austra
4. Justice
5. Mogwai



Problemões do Sónar
- Fila gigantesca na primeira noite misturando compradores e pessoas com vouchers;
- Falta de sinalização das localizações e atrações que estão tocando no momento;
- Falta de informação dos funcionários;
- Falta de caixas automáticos (que haviam divulgado que teriam);
- Horários dos shows completamente atrasados;
- Um barraco que rolou entre um gerente de palco e o Mogwai (olha aqui);
- Várias pessoas relataram furtos dentro do evento.

Mesmo assim, houve muitos acertos da organização e deu pra aproveitar bastante coisa. Não havia filas intermináveis para comprar ficha, pegar bebida e comida, os preços lá dentro não eram absurdos, e não estava insuportavelmente lotado (o espaço era enorme e bem aproveitado). Isso já é uma vantagem enorme em cima de quase todos os outros eventos (e até festas e baladas) da cidade.

Queria ter tido tempo para ver outras apresentações que foram bem comentadas, como Chromeo, Gang do Eletro e outras. E vocês amgs, que show vocês gostaram mais?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Balanço Sónar São Paulo 2012 - sexta-feira


Na noite de sexta-feira saí correndo de casa - atrasado pra variar - e cheguei no Anhembi às 21h40. Com meu voucher na mão, me deparei com uma fila de aproximadamente 2.000 pessoas que começava na bilheteria do evento e acabava no escuro. As caras de desespero e indignação eram de se entender, já que a fila misturava pessoas que ainda iriam comprar seus ingressos e pessoas que haviam comprado pela internet há dias, semanas, meses (meu caso). Havia gente esperando há 1 hora.

Faltando 15 minutos para a atração mais esperada do festival, e as reclamações no lugar e nas redes sociais colocaram os organizadores contra a parede. Felizmente eles tomaram a atitude correta e liberaram 2 portões para as pessoas que estavam com seus vouchers poderem entrar mais rapidamente.


Kraftwerk
Os alemães do Kraftwerk entrariam no palco às 23h, mas graças a um atraso na programação, o show deles começou por volta das 23h30. Para a minha sorte, deu tempo de pegar desde o início - e foi o melhor show da noite. Ao contrário do esperado, eles não abriram com Man Machine, mas com The Robots. Todo mundo com seus óculos 3D acompanhou os 4 estáticos no palco com entusiasmo durante a uma hora e meia de espetáculo. Fiquei de cara e emocionado, assistir a esses caras tem uma importância histórica, além de sentimental. Não há muito mais o que dizer, os caras inventaram a música eletrônica e ainda são mestres na área. Pra quem estiver muito curioso, aqui tem um vídeo com uma qualidade bem baixa.
Algumas fotos que eu tirei:








Little Dragon



Ainda meio embasbacado com o Kraftwerk, resolvi reconhecer o terreno e pegar o show do Little Dragon no SonarHall, que começou à 1h em ponto. Só que como o espaço do evento estava bem mal sinalizado e muitos funcionários estavam mal informados, demorei algum tempo para descobrir onde ficava o outro palco. Consegui pegar uns 45 minutos de um show barulhento (no bom sentido) e muito bem arrumado dos suecos. Yukimi Nagano, a vocalista, estava bem à vontade com o palco pequeno e com a grande quantidade de pessoas sentadas nas cadeiras do auditório. Foi um show bem legal, e mesmo quem estava sentado balançava a cabeça e batia os pés.
Pra ter uma ideia:




Austra



Melhor surpresa do festival, pra mim. Curtia o disco dos canadenses, mas ao vivo eu tinha medo de dar tudo errado - especialmente pelo timbre da vocalista Katie, estridente e bem peculiar. E no fim das contas elas funcionam ainda melhor no palco. As backing vocals - estou ignorando o rapaz que tocava teclado praticamente de camiseta e cueca, a baterista com óculos Restart e o baixista escondido no fundo do palco Dorian Wolf - pareciam saídas do circo. Uma delas estava de pijama estampado e cabelos desgrenhados, poderia ser a terceira irmã das CocoRosie, a outra era parecidíssima com a Andrea Caracortada, do Almodóvar. Enquanto isso Katie dançava, gesticulava muito e soltava o vozeirão, que ecoava pelo SonarHall. Visualmente e musicalmente impressionantes!




Fiquei meio triste de não ter visto Chromeo (que muitos colocaram na lista dos preferidos) e o DJ set do James Blake. Mesmo assim, para um primeiro dia, eu estava mais do que satisfeito. Os erros do Sónar São Paulo 2012 foram feios, mas os shows impressionantes fizeram valer. E isso foi só no primeiro dia.



#Frikadica

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Um pouco sobre o show da Florence em SP

(foto: musica.terra.com.br)

Resolvi há alguns dias que queria mesmo ver o show da Florence, mesmo sendo em festival. Todos sabem que shows em festivais são mais curtos e mais "genéricos", mas não é como se ela estivesse com shows próprios marcados para esse ano.

O primeiro problema foi a falta de divulgação dos horários dos shows. Fiquei sabendo pelo Twitter (e não foi pelo oficial do evento) que Florence + The Machine se apresentariam às 21h, e tive que me desdobrar em 15 para conseguir finalizar as coisas do dia e chegar a tempo.

Minha intenção era de assistir também aos shows da Rox e Dionne Bromfield, mas realmente não deu tempo. O Summer Soul Festival bem que poderia ter jogado esses horários para mais tarde ou feito numa tarde de um sábado ou domingo.

Por outro lado, os horários foram seguidos à risca, e o show da Florence começou praticamente no horário. Muita gente estava ali apenas para ver a ruiva cantar, mas deu para assistir ao show de uma distância razoável sem levar cotoveladas nem pisões no pé.

Florence abriu com duas músicas seguidas do Ceremonials e depois foi intercalando com do Lungs. E no meio disso tudo, ela parou para homenagear a recém falecida Etta James, que ela diz ser uma das maiores responsáveis pela sua carreira artística. Foi emocionante vê-la cantando Something's Got a Hold On Me em versão acapella e (quase) todo mundo quietinho.

"Quase" porque o segundo maior problema desse show foram os minifãs de Bruno Mars gritando e debochando o show inteiro. As faixas nas cabeças eram realmente um convite ao estrangulamento. Não me lembro de ir a um show e atrapalhar os que estavam gostando, nem quando tinha a idade deles. Triste.

E o maior problema mesmo foi a duração da apresentação. 1h10 de show não foi suficiente para satisfazer. Fiquei esperando Strangeness And Charm, Kiss With A Fist e Drumming Song. Agora é torcer para que ela volte logo, e de preferência com show próprio. Dá uma olhada no setlist do show:

- Only If For A Night
- What The Water Gave Me
- Cosmic Love
- You've Got The Love
- Something's Got A Hold On Me
- Never Let Me Go
- Between Two Lungs
- Shake It Out
- Dog Days Are Over
- Rabbit Heart (Raise It Up)
- Spectrum
- No Light, No Light

Eu não consegui tirar nenhuma foto ou fazer nenhum vídeo, basicamente porque passei o show inteiro cantando e pulando como uma criança. :)

Mas aqui vai um vídeo ótimo para quem não conseguiu assistir a transmissão ao vivo da MTV, com o show quase inteiro:


(Link do vídeo via @tecoapple)

Te esperamos de novo em breve, tia Florence!



#Frikadica
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