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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Feist - Anti-Pioneer (video)


Oi, cê tá deprê? O novo vídeo da Feist tá, mas é lindo mesmo assim.

Anti-Pioneer é uma das músicas mais densas do álbum Metals, e ganhou um clipe dirigido por Martin de Thurah. Ele já dirigiu o excelente The Bad In Each Other (veja aqui), e também já trabalhou com a Fever Ray. É simples, mas eficaz:



Pronto, pode voltar a ouvir alguma coisa mais animada para o final de semana!



#Frikadica

terça-feira, 10 de abril de 2012

Feist - Bittersweet Melodies (video)


Quando eu comecei a ouvir Feist, eu não fiquei feliz. Eu achava que seria uma onda Cat Power no início da carreira e errei feio. Mas a canadense estava acertando muito bem com o disco The Reminder (2008) e eu só percebi 1 ou 2 anos depois. Hoje é um dos meus álbuns preferidos.

O trabalho seguinte, Metals (2011) compete em matéria de melodias, letras e voz agoniantes de tão boas. Pra deixar a gente ainda mais feliz - ou triste, já que ela tem mestrado em melancolia - ela começou a investir em clipes cada vez mais bonitos.

Com as mini-histórias de The Bad In Each Other (veja aqui), a gente quase morreu de tristeza. Com o clipe de Bittersweet Melodies a nostalgia pegou pesado.

O vídeo é feito com imagens do projeto Back To The Future, da fotógrafa Irina Werning, no qual fotografias da infância de várias pessoas são recriadas em tempos atuais. É um "past Vs future" que combina direitinho com a letra da música... "Can't go back / I can't go on without those / Bittersweet melodies".



Dá vontade de pegar todos os álbuns empoeirados e refazer as fotos antigas, não dá?

Pra ver mais fotos da série Back To The Future, clica aqui.



#Frikadica

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Feist - The Bad In Each Other (video)

Parece que meus artistas preferidos do momento resolveram lançar clipes das minhas músicas preferidas deles. A Feist está divulgando The Bad In Each Other, faixa que abre o álbum Metals - para mim, um dos melhores de 2011.

Ambientado no México e dirigido por Martin de Thurah (que já trabalhou com Fever Ray e Röyksopp) ele mostra pessoas comuns em situações absurdamente cotidianas e ao mesmo tempo surpreendentes... Ler lindo, complexo, emocionante. Fiquei com um nó na garganta, acho que isso nunca tinha acontecido comigo, assistindo a um clipe.


E aí, um dos melhores do ano?



#Frikadica

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Frikadica Mixtape 2012.1

Demorou, eu sei. Mas finalmente taí a primeira mixtape de 2012! Peguei leve no eletrônico, dessa vez. Deixei a coisa com uma cara mais indie rock com alguns pops no meio. Enjoy!



01. Camille - La France
02. Kimbra - Settle Down
03. Cocknbullkid - Mexico
04. Feist - The Bad In Each Other
05. The Black Keys - Gold On The Ceiling
06. Florence + The Machine - No Light, No Light
07. Lana Del Rey - Born To Die
08. Miike Snow - Devil's Work
09. Goldfrapp - Melancholy Sky
BÔNUS: Garbage - Who's Gonna Ride Your Wild Horses (U2 Cover)


Para baixar essa mixtape, clique aqui!



#Frikadica

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

10 Melhores álbuns de 2011

Na minha memória, esse ano foi mais de EPs e singles do que álbuns propriamente ditos - Florence que o diga. Talvez por isso haja alguns debuts nessa lista e alguns artistas que eu descobri durante o ano.

Só lembrando, não há ordem de preferência, é apenas uma lista dos favoritos.



Oh Land - Oh Land
O álbum de estreia internacional da dinamarquesa não poderia ter sido melhor. Redondo, agradável, sem exageros, com letras, melodias e vocais lindos. Perfection, Break The Chain e Wolf & I são das músicas mais emocionantes do ano, para mim.





Lykke Li - Wounded Rhymes
Esse foi para o hall dos meus discos preferidos of all times. Lykke Li conseguiu se sair ainda melhor (e bem melhor) do que no primeiro álbum. O nome é a síntese de todo o trabalho: magoado e poético. Pra ouvir sem ninguém por perto.





Ladytron - Gravity The Seducer
Depois de um Best Of (2011) duplo, o quarteto lançou também nesse ano o inédito Gravity The Seducer, que trouxe uma nova cara ao som que costumava fazer sucesso nos dancefloors. O new wave ficou mais denso e lo-fi e me agradou. O show que fizeram no Cine Jóia (São Paulo), mesmo assim, lembrou que eles sabem fazer as pessoas dançarem e cantarem junto.





Kimbra - Vows
Ela começou a fazer sucesso emprestando sua voz a música de outros produtores (Miami Horror, por exemplo), mas com o lançamento desse disco, a neozelandesa fez bonito e agradou os ouvidos indies por aí. O som mistura jazz, soul, pop e lembra bastante a francesa Camille. Pra assoviar no caminho pro trabalho.





Dillon - This Silence Kills
Para a maioria de nós, a moça é um daqueles fenômenos que brotam "do nada", simplesmente pelo talento inquestionável. A alemã - nascida no Brasil, como bem lembrou um leitor anônimo em outro post - é mais uma artista debutante quando o assunto é álbum, e mais uma que já chegou por cima. This Silence Kills vai da delicadeza à frieza em poucas faixas, com produção impecável. Tem um quê de Lykke Li na voz infantil, o que é um grande elogio.





Planningtorock - W
Ela não é novata, mas confesso que só prestei atenção depois da sua colaboração no álbum de ópera Tomorrow, In A Year, do duo The Knife. E ainda bem que pesquisei, o segundo disco é uma ótima dica para quem curte a dupla sueca - e para qualquer um que curta um indie/electro bem produzido. O vocal grotesco é viciante, as batidas também.





Björk - Biophilia
Bom, esse é o projeto que eu mais falei durante o ano. Disco, apps para iOS, invenção de instrumentos, turnê de 2 anos com residências em apenas 8 cidades, workshops de música, iPads que o público pode utilizar para interagir com os instrumentos durante os shows... E ao contrário do que várias pessoas comentaram, não achei as músicas fracas no meio disso tudo. A islandesa não perdeu fôlego algum e continua fazendo melodias e letras inspiradas e inspiradoras.





Yelle - Safari Disco Club
Fun fun fun fun - parece ser o lema do trio francês. Ainda bem, porque eles fazem isso desde o primeiro disco e continuam se dando bem nesse segundo. Para falar a verdade, eu prefiro o SDC ao Pop Up (2007). O único ponto ruim é que tivemos que esperar 4 anos para ouvi-lo, tomara que não demore tanto para um terceiro.





Feist - Metals
Esse é um álbum que não entendi o porquê de ter feito tão pouco barulho. Ser o sucessor de um disco tão impressionante quanto The Reminder (2008) não seria nada fácil, mas com uma pegada um pouco menos vocal e um pouco mais instrumental, Metals conseguiu ser quase tão bom quanto. Mas as letras magoadas e o vocal estridente continuam sendo motivos de suspiro para quem é fã.





The Opiates - Hollywood Under The Knife
Deixei por último porque esse é um projeto que estou há meses tentando postar no blog e ainda não consegui escrever um post decente sobre eles. Para resumir, é um duo eletrônico alemão que conta com a voz de Billie Ray Martin, uma das minhas vocalistas preferidas. Já tive o prazer de entrevistá-la, vale a pena dar uma lida. Esse é o álbum de estréia do projeto, que tem sido coerentemente comparado a Kraftwerk e Carpenters (!!!).




Para não dizer que fui injusto, o 21 da Adele está nessa lista, mas como muitos tem reclamado que só se fala nela ultimamente, achei mais apropriado fazer apenas uma menção honrosa para a nova musa do pop/soul e deixar espaço para outros projetos. :)



#Frikadica

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Feist revela faixa nova, tracklist e capa de Metals


Nossa canadense preferida, Feist, vai lançar nesse ano o seu terceiro álbum de inéditas, Metals. Isso muita gente já sabia. Agora o álbum já tem capa (essa acima), tracklist e o melhor: a primeira faixa revelada. Tudo aqui e agora.

Tracklist:

01. The Bad In Each Other
02. Graveyard
03. Caught A Long Wind
04. How Come You Never Go There
05. A Commotion
06. Bittersweet Melodies
07. Anti Pioneer
08. Undiscovered First
09. Cicadas And Gulls
10. Woe Be
11. Comfort Me
12. Get It Wrong, Get It Right



Feist - How Come You Never Go There


Parece que o som não variou muito, mas acho que ninguém vai reclamar, né?


#Frikadica

domingo, 26 de dezembro de 2010

Melhores bizarrices de 2010


Vamos fechar esse ano com um apanhado de #tesourinhos, fazendo uma retrospectiva?

Esse ano parece ter sido especialmente marcado por covers, colaborações e projetos inesperados e totalmente bizarros, mas não menos adoráveis. Aqui vai uma seleção de coisas esdrúxulas mas não menos queridas ou memoráveis. Vale lembrar que ser bizarro não significa ser ruim.


David Lynch - Good Day Today

No dia 1o de Dezembro, David Lynch lançou um single de synthpop de sua própria autoria. Apesar de não ter muito reconhecimento no campo musical, o diretor famoso por filmes como Mulholland Drive e Blue Velvet gosta muito de se intrometer na trilha sonora de seus trabalhos e já chegou a compor e produzi-las. Esse ano, no entanto, ele deu um passo maior na área musical e lançou o single Good Day Today, que lembra em muito os sons de Kraftwerk e Portishead. Não deve ter agradado muita gente, mas parece ser uma musica ideal para seus filmes.

David Lynch - Good Day Today


Ivory Tower

Peaches, Feist e Tiga têm o produtor Gonzales como denominador em comum, e nesse ano se uniram para criar um dos projetos músicocinematográficos mais estranhos dos últimos tempos. Em Ivory Tower, Tiga e Gonzales são dois irmãos profissionais do xadrez apaixonados que lutam pelo amor de Marsha Thirteen (Peaches). O trailer dá uma ideia da loucura:



M.I.A. - XXXO

M.I.A. foi uma das campeãs de bizarrice em 2010, mas nenhuma causou tantos comentários quanto o clipe de XXXO. Inspirado nos anos 90 e na estética dos SPAMs "orkutianos" da web, não economizaram nos gifs, brilhos, e tipografia cafona. Mas era tudo de propósito, e pouca gente entendeu o humor da coisa. E vocês pensam que ela ligou? Ligou. Na verdade, ela adorou. Gerar polêmica é uma das coisas que a cantora faz melhor, além, é claro, da música.





The Knife - Tomorrow, In a Year

O duo sueco The Knife já era associado a música indie das mais obscuras, misturando techno, disco, electro, música latina e macumba. Nesse ano eles levaram a bizarrice um passo adiante e gravaram Tomorrow, In A Year, um álbum duplo que é na verdade trilha sonora de uma ópera inspirada na vida de Charles Darwin. A dupla resolveu, então, adicionar ao seu portfólio um gênero musical não muito popular nas últimas décadas, a ópera. Não contentes, lançaram no início de Dezembro, em seu site oficial, "mixes" de uma das faixas menos estranhas do trabalho. A música Tomorrow, In A Year foi repensada por Olof (um dos integrantes da dupla) e ficou assim:

Olof Dreijer 5 min mix: Darwin like variation on different vocal expression and styles by Rabid Records


Snoop Dogg - True Blood

No meio do ano, pouco após o final da terceira temporada do seriado True Blood, o rapper Snoop Dogg resolveu declarar seu amor pela personagem Sookie e gravou uma música e um video para ela. A ideia é a prova do humor escrachado de Snoop e de quebra dizem que ele foi o responsável pela renovação da séria para a quarta temporada. O video de Oh Sookie é hilário, cheio de garçonetes rebolativas e cenas de episódios.




#Frikadica

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Peaches, Tiga, Gonzales e Feist no cinema


É difícil de acreditar, e só é possível ter certeza porque além de estar nos blogs oficiais da Peaches e do Gonzales, o filme teve nota em alguns jornais internacionais de respeito.

O filme trash/pastelão Ivory Tower foi escrito e produzido por Gonzales, que também é um dos protagonistas. Chilly Gonzales, apelido adotado para a carreira cinematográfica, é conhecido por ser DJ/produtor musical e trazer à indústria fonográfica artistas como Peaches e Feist.

A idéia do filme é suficientemente boba para render grandes viagens e alucinações. Gonzales e Tiga são os irmãos Hershell e Thadeus. Eles são rivais no xadrez, têm personalidades opostas e se apaixonaram pela mesma mulher, a artista performática Marsha Thirteen (Peaches).

O roteiro poderia ser de uma comédia teen americana, se não fosse pelo elenco bizarro e a forma como foi dirigido. Peaches postou em seu blog oficial uma prévia do longa:



A trilha sonora ficou por conta de Gonzales e do DJ/produtor alemão Boys Noize. Abaixo, o cartaz do filme (clique para ampliar).


Resta saber se esse filme tem alguma chance de passar em algum festival lado-b aqui no Brasil, porque ao circuito comercial ele com certeza não chegará.


#Frikadica

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tesourinho #9 - Peaches & Feist


Quem conhece os trabalhos de Feist e Peaches deve saber que o estilo das duas é bem diferente, e nem imagina o quanto elas têm em comum.

Feist é uma cantora e compositora folk no estilo violão-piano-voz-rouca que começou a carreira musical com uma banda folk chamada Placebo (não a banda de Brian Molko) mas se afastou por conta de um problema com cordas vocais. Ela voltou em 1999 em carreira solo fazendo sucesso apenas nos EUA e Canadá, e em 2001 se juntou à banda indie Broken Social Scene. Em 2004 Leslie Feist lançou seu álbum Let It Die ganhando fama internacional, concretizada em seu próximo lançamento, The Reminder (2007). Os fãs de indie/folk com certeza se lembram de sucessos como "I Feel It All", "My Moon My Man" e "1234".

Já Peaches é uma produtora/DJ/cantora de electro/punk/funk. Da bibliotecária Merrill Beth Nisker, Peaches se transformou em uma performer representante das mais safadas, pansexuais e taradas da música. Ela entrou para o clube dos artistas do movimento electroclash no fim da década de 1990 com seu primeiro álbum, Teaches Of Peaches (2000), ao lado de The Hacker, Miss Kittin, Ladytron e outros. O boom de Peaches começou na Alemanha e se espalhou para EUA, Canadá, Europa, Brasil e até países mais conservadores da Ásia. Lançando um álbum após o outro, ela está sempre espalhando seu electro de som industrial e propositalmente sujo combinando-o perfeitamente com suas letras vulgares e provocativas. Entre os sucessos, estão "Fuck The Pain Away", "Shake Yer Dix", "Kick It", "Boys Wanna Be Her" e "I Feel Cream".

Mas o que elas teriam em comum? Para começar, as duas são canadenses e devem parte do seu sucesso ao seu conterrâneo Gonzales, que produziu - e ainda produz - vários trabalhos das duas. Mas isso é apenas o início. Em 1999, Feist estava batalhando sua carreira solo e foi morar com uma amiga de uma amiga, que também estava começando a fazer sucesso. Quem? Peaches.

Morando juntas, Feist ainda trabalhava no backstage dos shows de Peaches e diz-se que ela brincava com um fantoche de meia apelidado "Bitch Lap Lap". As duas acabaram fazendo turnê juntas em 2000 e 2001. Ainda em contribuição com Peaches, Feist fez uma participação no clipe de "Lovertits" onde ela lambe uma bicicleta (veja aqui), participou dos vocais do álbum "The Teaches Of Peaches" e mais tarde na faixa "Give'er", do álbum Impeach My Bush (2006).

Quem apenas ouve as músicas das duas nunca imaginaria que elas teriam tanta história juntas. Mas além da amizade e trabalho, Feist e Peaches têm uma faixa em comum. "Lovertits" aparece originalmente no álbum "The Teaches Of Peaches" com toda a pouca-vergonha electro de Merril Peaches Nisker:

Peaches - Lovertits

Feist, entre o primeiro e o segundo álbum de inéditas, lançou Open Season (2006) com remixes e b-sides de Let It Die. Entre as faixas, estava um cover de "Lovertits" feito em parceria com o produtor das duas, Gonzales. A versão é uma brincadeira fofa que fica entre o electro e o folk, exatamente onde os estilos das duas poderiam se encontrar:

Feist - Lovertits (with Gonzales)

Quem sabe elas ainda não voltam a se encontrar e gravam algo mais juntas? Apesar das diferenças, elas conseguem encontrar um lugar-comum e se encaixam tão bem que acaba passando despercebido.

#Frikadica
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