Me empolguei e não consegui fazer uma mixtape para o final do ano... Fiz duas.
O Lado A tem as mais pops, que poderiam (ou até chegaram a) fazer sucesso em baladas, rádios, ~~paradas de sucesso~~~ etc. O Lado B tem as mais indiezinhas e os rocks, mais pra bater o pé do que a cabeça. Mas não menos amor por elas.
Não coloquei em ordem de preferência, fui tentando deixar a sequência mais fluida. Algumas das músicas saíram de álbuns que eu não gostei; outras foram difíceis de escolher por fazerem parte de um álbum incrível. Com essas últimas, acabei optando pela que eu mais tenho ouvido nos últimos dias.
Sim, me rendi às listas de final de ano. Retrospectiva é um saco, mas lembrar de clipes legais é divertido e bem... É grande parte do foco do blog, então acho que merece um post.
Fiz uma lista dos meus clipes preferidos desse ano, sem muita preocupação. Anotei os que me vieram à cabeça, porque aí fica fácil ver o que realmente me marcou. Eu coloquei em ordem alfabética porque ficou impossível listar em ordem de preferência. Cada clipe tem uma razão diferente pra entrar pra lista.
Separa uma horinha do dia, coloca os vídeos na maior qualidade possível, assista em tela cheia e have fun! ;)
20. Bat For Lashes - All Your Gold Natasha Khan é uma as minhas artistas preferidas desde a primeira vez que ouvi o Fur and Gold, em 2007. Parece que ela só melhora com o tempo. Simples pra caramba, mas lindo, poético e esquisitinho, o clipe de All Your Gold marcou o lançamento do terceiro disco. A coreografia, a atuação e a fotografia são impecáveis.
19. Björk - Mutual Core
Dona Björk é minha preferida of all times, disso acho que vocês já se deram conta, né. Mas nem precisou puxar a sardinha pro lado dela para colocar o clipe de Mutual Core nessa lista. Dirigidos por Andrew Thomas Huang, os efeitos especiais misturados com cenários e maquetes transformaram a música numa trilha sonora para esse mini-filme.
18. Cat Power - Cherokee Chan Marshall virou a carreira de cabeça pra baixo com o lançamento do Sun. O disco foi a coisa mais peituda que alguém fez esse ano. Gravou, produziu, mixou e divulgou TUDO sozinha. Nada de empresários, gravadora, gente enchendo o saco. E pra melhorar, o estilo musical saiu do lugar comum e explorou até batidas eletrônicas. O clipe de Cherokee mostra bem a mudança positiva.
17. Clock Opera - Man Made
Poderia ter passado despercebido, mas o clipe de Man Made é uma das coisas mais bonitas e fofas desse ano. Me deixou com lágriminhas nos olhos, sem brinks. Assiste e diz se não é nhóim:
16. Die Antwoord - Fatty Boom Boom
Zoaram feio a Lady GaGa? Zoaram. Pegaram pesado demais? Talvez. Mas fizeram um dos melhores clipes do ano. Aliás, I Fink U Freeky e Baby's On Fire só não entraram nessa lista porque eu queria deixar espaço para mais gente. Mas mereciam!
15. Diplo & Don Diablo - Make You Pop (Reprise)
A música não é a sétima maravilha, mas o clipe bizarro e engraçadíssimo é memorável. Eu lembrava das cenas, mas não tinha mais ideia qual era de quem era a música.
14. Dragonette - Live In This City
O trio já é fofinho suficiente, mas conseguem ser palhaços também. Esse clipe podia muito bem ter estreado na última temporada de RuPaul's Drag Race. S2
13. Ellie Goulding - Anything Could Happen
A direção de arte do clipe é tão bonita que a gente releva o fato de ter um sósia do (BLERGH) Skrillex. E releva o fato de que a Ellie namora o original. Mas enfim, o clipe e a música são fofos, além de trazer uma nova - e ótima - fase na carreira musical da inglesinha.
12. Feist - The Bad In Each Other
Esse é um dos mais fodas da lista, tenho que reconhecer. Martin de Thurah sentou a mão nas histórias entrelaçadas pela morte e me deu arrepios em todas as 2 vezes em que eu respirei fundo e apertei play.
11. Florence + The Machine - Never Let Me Go Florence pisou na bola nesse ano, pra mim. Claro que o show dela aqui em SP foi lindo e empolgante e tal... Mas o Ceremonials me deixou meio chupando o dedo, apesar de uma ou outra faixas serem bem boas. O clipe de Never Let Me Go me marcou pela fotografia e pela estética suja. Aliás, a Florence morena ficou monstruosa, hein.
10. Grimes - Genesis
Nossa nova queridinha do indie fez muita coisa boa esse ano. Tive que escolher só um clipe, então Genesis subiu pro topo da lista. Os figurinos, as danças, as locações... Palmas!
09. iamiamiwhoami - Sever
Dá até raiva pensar em como eles acertam na produção toda a vez, mas iamamiwhoami tinha que estar nessa lista. E não é especialmente pelo vídeo de Sever, mas pelo longa inteiro. Os vídeos (que na verdade é um só) das faixas do álbum kin são lindos, medonhos, fofos... E merecem uma olhada na íntegra: todos, em sequência. Quando tiverem tempo, façam isso.
08. M.I.A. - Girls
Ah, M.I.A.... Para de lixar as unhas em cima desse carro em alta velocidade, desce aqui e me dá um abraço. Aproveita e volta pra fazer shows aqui no Brasil, e lança logo esse disco novo, que a gente tá esperando desde fevereiro!
07. Metric - Youth Without Youth
Já é o segundo disco do Metric em seguida que entra pra minha lista de preferidos do ano. Não pulo nem uma faixa, e dá coceirinha de ouvir mais de uma vez seguida. Youth Without Youth foi o primeiro single do Synthetica, e o clipe dá arrepiozinhos e vontade de quebrar umas coisas. Maldito diretor que cortou a cena final, dá um desespero a mais!
06. Niki & The Dove - The Fox
É simples, é tosquinho, mas é por isso que é bom. A mistura de efeitos retrô (sem cair na mesmice de filtros do Instagram) rendeu esse clipe lindão, com uma música tão boa quanto. Niki & The Dove apareceram do nada (pelo menos pra mim) e já pularam pros favoritos do meu iTunes.
05. Norah Jones - Happy Pills
Hora da deprê. Se bem que esse clipe é mais fofo do que triste, mas a música... Aliás, se você ainda não ouviu Little Broken Hearts, vá ouvir assim que acabar de ver essa lista. Modest Mouse produziu as músicas escritas pela Norah Jones e eu tive que jogar fora qualquer objeto cortante ou perfurante aqui em casa. Aí você lembra que o pai dela faleceu esse mês e afffff... :~~
04. Santigold - Disparate Youth
Uma das produtoras mais foda da música, Santigold deu as caras de novo em 2012. Master Of My Make-Believe é um disco fodaço, com muitas músicas e clipes legais. Mas Disparate Youth foi a que mais grudou no meu ouvido, daquele tipo que você decora o refrão só de ouvir uma vez.
03. Sigur Rós - Fjögur Píanó
Esse projeto Mystery Films do Sigur Rós foi uma das coisas mais esquisitas, engraçadas e interessantes do ano. O vídeo de Fjögur Píanó foi o mais comentado deles. Muita gente viu por ser cabeça, muita gente viu por causa do pipi do Shia Lebeouf. Eu vi pela bizarrice (e por pagar um pau pra banda).
02. Scissor Sisters - Let's Have A Kiki (instructional video)
Uma das músicas mais gays que alguém já gravou, sem dúvida. É ótima e o vídeo que ensina a dancinha é de cair no chão. Brigado por isso, Scissor Sisters!
01. vuvuVultures - I'll Cut You
Outra banda que apareceu no meu iTunes meio do nada, e tá lá até hoje. I'll Cut You é uma das minhas músicas mais ouvidas do ano, e o clipe foi um dos que eu mais assisti. A cena do grito me fez colocar repeat umas 3 vezes.
Sarah Blasko está de volta, e em boa forma musical! "Como assim, de volta? Quem é essa?". Pois é, por aqui ela realmente não é muito conhecida. Mas essa australiana já tem quatro discos solo, além de um com o trio Seeker Lover Keeper e os lançados com sua ex-banda Acquiesce. Todos os trabalhos são assustadoramente bons, especialmente quando se vê o pouco sucesso que fizeram fora da Austrália.
Agora com seu quarto trabalho, I Awake, Sarah Blasko parece continuar não se importando muito com o sucesso fora do seu país, mas a música não perdeu em nada por isso. Pelo contrário, parece mais forte do que nunca.
O vocal agudo e rouco continua soltando letras profundamente tristes, uma espécie de Bat For Lashes mais puxada para o lírico. Dá uma olhada no novo vídeo, que aliás é uma obra de arte. Pra assistir em tela cheia, em HD.
O diretor do vídeo, Mike Daly, já ganhou vários prêmios locais por seus clipes e comerciais. Entrou pra minha lista de clipes do ano.
Pra quem ainda não conhece a cantora, aqui vai uma pérola mais antiguinha (2009):
Vocês já conheciam a Sarah Blasko? O que acharam dos clipes e das músicas?
Meu coração deu um pulo quando soube há umas semanas que a Natasha Khan (aka Bat For Lashes) estava com um álbum novo guardado na manga. É uma das minhas artistas favoritas, daquelas que dão arrepio toda vez que eu ouço.
Depois de fazer um sucesso maior com seu segundo álbum, Two Suns (2009) e abrir shows da turnê do Coldplay (inclusive aqui no Brasil), BFL está para lançar The Haunted Man. A capa do disco é essa que você vê no início do post.
E já tem uma primeira faixa sendo divulgada. Laura tem um vídeo tão poético - e decadente - quanto a música. Rolou uma lagriminha.
Será que Laura é mais um pseudônimo, que veio para ocupar o lugar da Pearl (alter ego mórbido e magoado do Two Suns)?
E mais importante: será que dessa vez a Natasha vem fazer um show só dele, aqui no Brasil?
Se tem uma coisa boa de fazer mixtapes com intervalos tão grandes entre uma e outra, é que dá tempo de juntar várias novidades ótimas numa lista só. E é exatamente isso que eu fiz de novo.
Dessa vez, me concentrei em um indie eletrônico com alguns toques de rock - Gossip, vuvuVultures e Metronomy, por exemplo. E quem nunca havia dado as caras por aqui é a Grimes - simplesmente por eu achar que muita gente já conhecia, então não tinha necessidade de dar como "notícia".
Depois de lançar um clipe estático da faixa Ekki Múkk (assiste aqui) e fazer um lançamento mundial do novo álbum Valtari através de um streaming que avançava de acordo com os fusos horários, os islandeses do Sigur Rós começam a divulgar uma nova fase.
A descrição no site oficial é "Valtari Mistery Film Experiment", o que não explica muita coisa. A primeira parte desse ~projeto misterioso~~ já foi divulgada, e é um vídeo para a faixa Ég Anda.
Como se a carreira deles não fosse obscura o suficiente, o vídeo é uma espécie de lição de primeiros socorros para pessoas engasgadas. Para não dizer que não faz sentido nenhum, o nome da faixa significa "eu respiro" ou "estou respirando", em islandês. O diretor, Ragnar Kjartansson, que também é de lá, deve ter pegado o nome da música e viajado - afinal ela não tem nem letra para ajudar muito na concepção.
Esquece o mundo real onde as coisas fazem sentido e dê umas risadas, porque esse clipe é no mínimo engraçado:
No dia 4 de junho tem vídeo novo. Eu gostaria de dizer que imagino o que vem por aí, mas não é verdade.
Uma das minhas bandas de indie-rock (ou seria pop-rock?) preferidas está de volta em 2012. Os canadenses do Metric, liderados pela Emily Haines.
Há alguns dias eles vêm postando em seu canal do Youtube alguns teasers das gravações do novo álbum, Synthetica. Com lançamento oficial amanhã (1º de maio), o primeiro single já veio à tona com um lyric video.
Youth Without Youth, como muitas das músicas da banda, tem uma letra um pouco difícil e emocionalmente pesada. Haines continua afiada com as palavras.
A música não traz grande novidade ao som da banda, mas isso não é ruim de maneira alguma. Eles tem talento suficiente para não se tornarem repetitivos.
Synthetica tem data de lançamento marcada: 12 de junho. Mais um pra lista "can't wait"!
Florence + The Machine parece ser mesmo uma referência pra filmes de ação/romance juvenis. Depois de figurar na trilha de Twilight/Crepúsculo com a excelente Heavy In Your Arms, a inglesa compôs mais uma trilha original.
Dessa vez o filme é Snow White & The Huntsman (Branca de Neve e o Caçador), que tem como protagonistas Charlize Theron e Kristen Stewart. Breath Of Life é uma canção épica, com coral exaltado e até trompetes.
Esses últimos, na minha humilde opinião, podiam - e deviam - muito bem ter sido deixados de fora. Apesar desse elemento e de não ter uma melodia ou letra muito marcantes (ou por conta disso?), ela poderia muito bem ter sido uma faixa do Ceremonials.
Florence + The Machine - Breath Of Life
Por aqui, o filme estreia no dia 1º de junho (que demora!). Estou ansioso pra ver a Charlize Theron de bruxa.
Hora de mais uma mixtape, gente! Aproveitei pra resgatar várias coisas que foram lançadas/vazadas esses últimos dias e alguns remixes que andam no repeat nos meus fones de ouvido.
Para quem vai na Glow In The Dark amanhã, essa é uma prévia do que será meu set! ;)
Enjoy!
01. Niki & The Dove - The Drummer (Fake Blood Remix)
Na frente do Sigur Rós, o Jónsi deixa toda a sua indiezice fluir, mas desde que lançou seu primeiro álbum solo, Go (2010) ele parece também ter aberto as portas para ouvidos mais mainstream.
No mesmo ano do lançamento do disco, Jónsi compôs a faixa Sticks And Stones exclusivamente para a animação Como Treinar Seu Dragão (2010) - aliás esse filme foi totalmente menosprezado no Brasil, e é uma das melhores animações da Dreamworks, assistam. Lembram da música?
Jónsi - Sticks & Stones
Em 2011, ele compôs toda a trilha do comédia dramática Compramos Um Zoológico, com Matt Damon. Além de algumas faixas inéditas instrumentais, ele utilizou algumas faixas do Go e uma do Sigur Rós - um trabalho um pouco preguiçoso, mas uma boa tática para divulgar o próprio trabalho.
Agora em 2012 é a vez do islandês ser emprestado pela Disney. A animação The Secret World Of Arrietty - baseada no livro The Borrowers e produzida pelo mesmo estúdio de Ponyo - é um marco para o estúdio por ser seu primeiro anime.
Dá uma olhada nesse trailer animal:
Perceberam Around Us tocando no fundo? Apesar de não ser inédita, quem sabe o Jónsi não compõe uma exclusiva para o filme?
Demorou, eu sei. Mas finalmente taí a primeira mixtape de 2012! Peguei leve no eletrônico, dessa vez. Deixei a coisa com uma cara mais indie rock com alguns pops no meio. Enjoy!
Finalmente saiu o clipe novo do Miike Snow - e eu só vi dias depois!
A inédita Devil's Work (um excelente comeback) ganhou um vídeo meio estático, quase desinteressante... Achei bonito e creepy, mas brochante. Vejam se vocês concordam:
Não é à toa que colocaram "film accompaniment" (filme de acompanhamento) como subtítulo. Vocês acham que rolou uma preguiça de fazer algo mais narrativo ou é um conceito novo?
Semanas atrás vi o show dos canadenses do Tokyo Police Club na festa da Jack Daniel's e fiquei impressionado. Confesso que não conhecia quase nada da banda - dei uma pesquisada uns dias antes do show - e fui pego de surpresa. A banda tem um som carismático e bem trabalhado.