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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

10 Melhores álbuns de 2011

Na minha memória, esse ano foi mais de EPs e singles do que álbuns propriamente ditos - Florence que o diga. Talvez por isso haja alguns debuts nessa lista e alguns artistas que eu descobri durante o ano.

Só lembrando, não há ordem de preferência, é apenas uma lista dos favoritos.



Oh Land - Oh Land
O álbum de estreia internacional da dinamarquesa não poderia ter sido melhor. Redondo, agradável, sem exageros, com letras, melodias e vocais lindos. Perfection, Break The Chain e Wolf & I são das músicas mais emocionantes do ano, para mim.





Lykke Li - Wounded Rhymes
Esse foi para o hall dos meus discos preferidos of all times. Lykke Li conseguiu se sair ainda melhor (e bem melhor) do que no primeiro álbum. O nome é a síntese de todo o trabalho: magoado e poético. Pra ouvir sem ninguém por perto.





Ladytron - Gravity The Seducer
Depois de um Best Of (2011) duplo, o quarteto lançou também nesse ano o inédito Gravity The Seducer, que trouxe uma nova cara ao som que costumava fazer sucesso nos dancefloors. O new wave ficou mais denso e lo-fi e me agradou. O show que fizeram no Cine Jóia (São Paulo), mesmo assim, lembrou que eles sabem fazer as pessoas dançarem e cantarem junto.





Kimbra - Vows
Ela começou a fazer sucesso emprestando sua voz a música de outros produtores (Miami Horror, por exemplo), mas com o lançamento desse disco, a neozelandesa fez bonito e agradou os ouvidos indies por aí. O som mistura jazz, soul, pop e lembra bastante a francesa Camille. Pra assoviar no caminho pro trabalho.





Dillon - This Silence Kills
Para a maioria de nós, a moça é um daqueles fenômenos que brotam "do nada", simplesmente pelo talento inquestionável. A alemã - nascida no Brasil, como bem lembrou um leitor anônimo em outro post - é mais uma artista debutante quando o assunto é álbum, e mais uma que já chegou por cima. This Silence Kills vai da delicadeza à frieza em poucas faixas, com produção impecável. Tem um quê de Lykke Li na voz infantil, o que é um grande elogio.





Planningtorock - W
Ela não é novata, mas confesso que só prestei atenção depois da sua colaboração no álbum de ópera Tomorrow, In A Year, do duo The Knife. E ainda bem que pesquisei, o segundo disco é uma ótima dica para quem curte a dupla sueca - e para qualquer um que curta um indie/electro bem produzido. O vocal grotesco é viciante, as batidas também.





Björk - Biophilia
Bom, esse é o projeto que eu mais falei durante o ano. Disco, apps para iOS, invenção de instrumentos, turnê de 2 anos com residências em apenas 8 cidades, workshops de música, iPads que o público pode utilizar para interagir com os instrumentos durante os shows... E ao contrário do que várias pessoas comentaram, não achei as músicas fracas no meio disso tudo. A islandesa não perdeu fôlego algum e continua fazendo melodias e letras inspiradas e inspiradoras.





Yelle - Safari Disco Club
Fun fun fun fun - parece ser o lema do trio francês. Ainda bem, porque eles fazem isso desde o primeiro disco e continuam se dando bem nesse segundo. Para falar a verdade, eu prefiro o SDC ao Pop Up (2007). O único ponto ruim é que tivemos que esperar 4 anos para ouvi-lo, tomara que não demore tanto para um terceiro.





Feist - Metals
Esse é um álbum que não entendi o porquê de ter feito tão pouco barulho. Ser o sucessor de um disco tão impressionante quanto The Reminder (2008) não seria nada fácil, mas com uma pegada um pouco menos vocal e um pouco mais instrumental, Metals conseguiu ser quase tão bom quanto. Mas as letras magoadas e o vocal estridente continuam sendo motivos de suspiro para quem é fã.





The Opiates - Hollywood Under The Knife
Deixei por último porque esse é um projeto que estou há meses tentando postar no blog e ainda não consegui escrever um post decente sobre eles. Para resumir, é um duo eletrônico alemão que conta com a voz de Billie Ray Martin, uma das minhas vocalistas preferidas. Já tive o prazer de entrevistá-la, vale a pena dar uma lida. Esse é o álbum de estréia do projeto, que tem sido coerentemente comparado a Kraftwerk e Carpenters (!!!).




Para não dizer que fui injusto, o 21 da Adele está nessa lista, mas como muitos tem reclamado que só se fala nela ultimamente, achei mais apropriado fazer apenas uma menção honrosa para a nova musa do pop/soul e deixar espaço para outros projetos. :)



#Frikadica

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Conheça: Dillon

(imagem: divulgação)

Vim quebrar o silêncio no blog com uma descoberta que acabei de fazer. Talvez alguns de vocês já tenham ouvido falar, lido a respeito ou já conheçam a alemã Dominique Dillon de Byington, aka Dillon.

Geralmente é difícil me apaixonar por músicos alemães (com exceção de produtores de electro/techno/etc), e não é todo dia que se ouve algo tão delicado e sentimental quanto a música da Dillon.

A menina mal lançou seu primeiro disco, This Silence Kills, e já está sendo comparada por aí com Kate Bush, Björk e até Fever Ray. Daí você imagina que estilo ela explora, para ganhar essas - merecidas - correlações. Veja o primeiro clipe oficial, Tip Tapping:

(alguém mais lembrou de Dance, Dance, Dance da Lykke Li?)


O primeiro trabalho da alemã é impressionante tanto nas melodias que misturam um piano soturno com batidas eletrônicas quebradas quanto na voz quase irritantemente infantil e rachada. As letras fecham o círculo trazendo ainda mais melancolia, frieza e um pouco de doçura.

Mas para mim os maiores destaques de This Silence Kills não tem Tip Tapping na lista, mas a gélida Thirteen Thirtyfive, a desafinada Undying Need To Scream, a homicida From One To Six Hundred Kilometers o fechamento hipnótico de Abrupt Clarity. Ouçam:


Dillon - Thirteen Thirtyfive




Dillon - Undying Need To Scream



Dillon - From One To Six Hundred Kilometers



Dillon - Abrupt Clarity


E uma boa surpresa pra nós brasileiros: a cantora já esteve por São Paulo, gravando no Studio8. Já podemos nos colocar na lista de shows? ;)

Dá uma olhada no site da Dillon, pra ouvir/ver/ler mais.



#Frikadica
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