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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Miss Kittin vai lançar CD duplo e já tem música nova


Pausa na programação, como era bom 2001!

Miss Kittin está viva, e pronta para lançar um álbum duplo chamado Calling From The Stars - a capa é essa aí em cima. Eu nunca deixei de admirar essa DJ/produtora francesa, apesar de Frank Sinatra ter se tornado uma daquelas músicas que eu não consigo mais ouvir, por overdose.

Anyways, ela está voltando e já tem música nova sendo divulgada, com direito a download gratuito pelo Soundcloud (clica aqui). Life Is My Teacher foi a música escolhida para o comeback, achei boa mas não achei nenhuma maravilha. Mas vamos esperar o pacote completo pra julgar. Ouçam e vejam o que acham:


Miss Kittin - Life Is My Teacher

O tracklist do disco duplo é esse aqui:

CD 1
01. Flash Forward
02. Come Into My House
03. Bassline
04. Calling From The Stars
05. Life Is My Teacher
06. Maneki Neko
07. What To Wear
08. Night Of Light
09. Tears Like Kisses
10. Eleven
11. Blue Grass
12. See You
13. Everybody Hurts

CD 2
01. Only You
02. Cosmic Love Radiation
03. Tamarin Bay
04. Sunset Mission
05. Mind Stretching
06. Ballad Of The 23rd Century
07. What You See
08. Sortie Des Artistes
09. Silver Lake
10. I Don’t Know How To Move

Tô curtindo essa volta, mas espero que a Everybody Hurts no final do CD 1 não seja um cover de R.E.M. Ou, se for um cover, que não seja tão bizarro quanto o de Suspicious Minds, do Elvis (lembra?).

A última novidade da ex-loira tinha sido a contribuição na faixa Hide, do Kris Menace. Delicinha:




Brigado Antonio Roque pelo toque. ;)

#Frikadica

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Scissor Sisters - Only The Horses (video)


Prepare-se para vomitar arco-íris com uma das músicas mais gays dos últimos meses. Heterossexualidade nunca foi o forte dos(as) Scissor Sisters, mas o som que antes puxava para o glam-rock e disco-diva, agora tem sido focado em hits pop bem travestis.

Only The Horses é a primeira música do novo disco a ser divulgada. Co-produzida pelo também especialista em homo-beats Calvin Harris em parceria com o vocalista da banda Jake Shears, ela parece ter pulado fora de um cd da Kylie Minogue - e isso não é ruim. O refrão extremamente grudento e uma base de sintetizadores bem arrumada já tem um sucesso garantido pras baladas.

Já o clipe, ao invés de ser uma chuva de purpurina, é quase estático durante metade do tempo, com uma fotografia bem produzida, simples e bonito de ver.


A direção é do italiano Lorenzo Fonda, que já dirigiu clipes de Bright Eyes e Metronomy.

O novo disco, Magic Hour, será lançado em e trará colaborações de Pharell Williams, Diplo e Azealia Banks. Já tem capa e tracklist divulgados:




01. Baby Come Home
02. Keep Your Shoes On
03. Inevitable
04. Only the Horses
05. Years of Living Dangerously
06. Let’s Have a Kid
07. Shady Love (vs. Krystal Pepsy)
08. San Luis Obispo
09. Self Control
10. Best In Me
11. Secret Life of Letters
12. Somewhere
13. Ms. Matronic’s Magic Message

Deluxe Edition:
14. F*ck Yeah
15. Let’s Have a Kiki (DJ Nita Remix)
16. F*ck Yeah (Seamus Haji Remix)

 

#Frikadica

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Boss In Drama - Disco Karma (video)

Nossos queridos conterrâneos do Boss In Drama acabaram de lançar clipe novo.

Disco Karma parece uma versão light e diurna do som electro/disco fino que o grupo tem levado a ouvidos de dentro e fora do país. Até o Péricles parece estar menos coberto de dourado e brilhantes do que o normal!

Dá uma olhada no clipe, que tem a participação da Christel:


Não dá vontade de afastar os móveis e dançar, usando a escova como microfone? :)



#Frikadica

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

10 Melhores álbuns de 2011

Na minha memória, esse ano foi mais de EPs e singles do que álbuns propriamente ditos - Florence que o diga. Talvez por isso haja alguns debuts nessa lista e alguns artistas que eu descobri durante o ano.

Só lembrando, não há ordem de preferência, é apenas uma lista dos favoritos.



Oh Land - Oh Land
O álbum de estreia internacional da dinamarquesa não poderia ter sido melhor. Redondo, agradável, sem exageros, com letras, melodias e vocais lindos. Perfection, Break The Chain e Wolf & I são das músicas mais emocionantes do ano, para mim.





Lykke Li - Wounded Rhymes
Esse foi para o hall dos meus discos preferidos of all times. Lykke Li conseguiu se sair ainda melhor (e bem melhor) do que no primeiro álbum. O nome é a síntese de todo o trabalho: magoado e poético. Pra ouvir sem ninguém por perto.





Ladytron - Gravity The Seducer
Depois de um Best Of (2011) duplo, o quarteto lançou também nesse ano o inédito Gravity The Seducer, que trouxe uma nova cara ao som que costumava fazer sucesso nos dancefloors. O new wave ficou mais denso e lo-fi e me agradou. O show que fizeram no Cine Jóia (São Paulo), mesmo assim, lembrou que eles sabem fazer as pessoas dançarem e cantarem junto.





Kimbra - Vows
Ela começou a fazer sucesso emprestando sua voz a música de outros produtores (Miami Horror, por exemplo), mas com o lançamento desse disco, a neozelandesa fez bonito e agradou os ouvidos indies por aí. O som mistura jazz, soul, pop e lembra bastante a francesa Camille. Pra assoviar no caminho pro trabalho.





Dillon - This Silence Kills
Para a maioria de nós, a moça é um daqueles fenômenos que brotam "do nada", simplesmente pelo talento inquestionável. A alemã - nascida no Brasil, como bem lembrou um leitor anônimo em outro post - é mais uma artista debutante quando o assunto é álbum, e mais uma que já chegou por cima. This Silence Kills vai da delicadeza à frieza em poucas faixas, com produção impecável. Tem um quê de Lykke Li na voz infantil, o que é um grande elogio.





Planningtorock - W
Ela não é novata, mas confesso que só prestei atenção depois da sua colaboração no álbum de ópera Tomorrow, In A Year, do duo The Knife. E ainda bem que pesquisei, o segundo disco é uma ótima dica para quem curte a dupla sueca - e para qualquer um que curta um indie/electro bem produzido. O vocal grotesco é viciante, as batidas também.





Björk - Biophilia
Bom, esse é o projeto que eu mais falei durante o ano. Disco, apps para iOS, invenção de instrumentos, turnê de 2 anos com residências em apenas 8 cidades, workshops de música, iPads que o público pode utilizar para interagir com os instrumentos durante os shows... E ao contrário do que várias pessoas comentaram, não achei as músicas fracas no meio disso tudo. A islandesa não perdeu fôlego algum e continua fazendo melodias e letras inspiradas e inspiradoras.





Yelle - Safari Disco Club
Fun fun fun fun - parece ser o lema do trio francês. Ainda bem, porque eles fazem isso desde o primeiro disco e continuam se dando bem nesse segundo. Para falar a verdade, eu prefiro o SDC ao Pop Up (2007). O único ponto ruim é que tivemos que esperar 4 anos para ouvi-lo, tomara que não demore tanto para um terceiro.





Feist - Metals
Esse é um álbum que não entendi o porquê de ter feito tão pouco barulho. Ser o sucessor de um disco tão impressionante quanto The Reminder (2008) não seria nada fácil, mas com uma pegada um pouco menos vocal e um pouco mais instrumental, Metals conseguiu ser quase tão bom quanto. Mas as letras magoadas e o vocal estridente continuam sendo motivos de suspiro para quem é fã.





The Opiates - Hollywood Under The Knife
Deixei por último porque esse é um projeto que estou há meses tentando postar no blog e ainda não consegui escrever um post decente sobre eles. Para resumir, é um duo eletrônico alemão que conta com a voz de Billie Ray Martin, uma das minhas vocalistas preferidas. Já tive o prazer de entrevistá-la, vale a pena dar uma lida. Esse é o álbum de estréia do projeto, que tem sido coerentemente comparado a Kraftwerk e Carpenters (!!!).




Para não dizer que fui injusto, o 21 da Adele está nessa lista, mas como muitos tem reclamado que só se fala nela ultimamente, achei mais apropriado fazer apenas uma menção honrosa para a nova musa do pop/soul e deixar espaço para outros projetos. :)



#Frikadica

sexta-feira, 11 de março de 2011

Jessica 6 - transexual na música


Na época em que as cantoras pop - e algumas mais indies - estão ficando cada vez mais parecidas com transexuais, é ótimo ver uma original ganhando fama.

Nomi Ruiz é uma cantora de nu-disco e hip-hop, de Nova York. Você provavelmente já ouviu sua voz em faixas do primeiro álbum de Hercules & Love Affair, ou em colaborações que já fez com CocoRosie e Debbie Harry, do Blondie. Ou, se você for rato de mp3, talvez já tenha ouvido o disco solo dela, Lost In Lust (2005).

Nomi é transexual e fundou em 2009 o grupo Jessica 6, junto com Andrew Raposo e Morgan Wiley - que eram do projeto Automato, produzido por James Murphy do LCD Soundsystem. Até agora, Jessica 6 possui poucos trabalhos no portfólio, mas surpreendem no bom gosto e boa produção musical.

Fun Girl foi o primeiro single lançado por eles, seguido por White Horse. As duas faixas já têm clipes, mas acho mais apropriado colocar as faixas para audição. Os clipes não fazem jus às músicas, mas quem quiser arriscar, é só clicar aqui.

Além das versões originais, o remix de Keinemusik merece destaque:


Jessica 6 - Fun Girl





Jessica 6 - White Horse





Jessica 6 - Fun Girl (Keinemusik Remix)

Estamos no aguardo pelo primeiro álbum da banda, See The Light.

Via


#Frikadica

quarta-feira, 2 de março de 2011

Hercules & Love Affair gravam cover de the xx


Hercules & Love Affair é o projeto atual que melhor representa o revival da disco, disso ninguém duvida. Mas além de produzir as próprias faixas no estilo dos anos 1970, 80 e 90, ele tem se mostrado capaz de fazer isso com músicas de artistas de fora do gênero.

É o caso do cover que gravou de Shelter, originalmente gravado pelo duo the xx. Olha a diferença da versão original para o cover:


the xx - Shelter


Hercules & Love Affair - Shelter (the xx Cover)

A versão deles para Shelter será lançada no próximo single, Painted Eyes, em 18 de abril.
Do lo-fi para os dancefloors!



#Frikadica

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Hercules & Love Affair - Blue Songs (album preview)


Hercules & Love Affair, projeto do DJ Andy Butler, teve seu grande debut em 2008, ao lançar o álbum homônimo que conta com vocais e composições de Antony Hegarty.

Ainda esse mês, o grupo lança Blue Songs, com participações de Kele Okereke (vocalista do Bloc Party), Aerea Negrot e Shaun Wright. O video do primeiro single, My House, foi lançado no começo de Janeiro (veja aqui).

O álbum não deve desapontar os que aguardaram ansiosamente por uma continuação da carreira de H&LA. Mais uma vez, as faixas misturam com muita refinação a disco dos anos 70 com a new wave dos anos 80 e o dance dos anos 90. Ainda foram influenciadas pelo r'n'b e jazz, tudo selecionado com cuidado.

Blue Songs, no entanto, não foi feito especialmente para as pistas de dança. Apesar de dançantes, para funcionar em baladas seriam necessários alguns remixes (como esse). Ouça alguns destaques do álbum:

Hercules and Love Affair - My House

Hercules and Love Affair - Boy Blue

Hercules and Love Affair - Falling

Hercules and Love Affair - Step Up (feat. Kele Okereke)


Blue Songs será lançado no dia 31 de Janeiro pelo selo Moshi Moshi.


#Frikadica

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Hercules & Love Affair - My House (video)


Vamos começar o ano explicando que o Frikadica anda meio parado por conta das preparações para a primeira festa do blog! Aguardem mais novidades ainda essa semana...

Enquanto isso, vamos de boa música pela internet mesmo. Estreou o clipe de My House, do projeto novaiorquino Hercules & Love Affair.

Dizer que o video é inspirado nos anos 80 seria um eufemismo, porque a estética é tão exagerada que parece mesmo ter sido filmado na época, televisionado e gravado em VCR. No meio do clipe tem até um break para comerciais.


My House é o primeiro single do próximo álbum de H&LA, Blue Songs, que deve ser lançado no final de Janeiro.


Frikadica

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ost & Kjex, House e Gula


Pegar emprestado influências da Moda, do Cinema e Artes Plásticas já é algo comum na música há algum tempo. Misturar sons com elementos visuais é algo recorrente, seja pela letra da música, pelos clipes ou pelas melodias. Mas o que dizer quando alguém tenta colocar elementos da culinária na música?

Ost & Kjex (queijo e biscoito) são uma dupla norueguesa de música eletrônica formada por volta de 2004. Na época "Terminator Kjex" e "Cheesy" tinham uma fixação por essas duas "iguarias", e lançaram seu primeiro álbum "Some, But Not All Cheese, Comes From The Moon". O sucesso inesperado veio quando foram nomeados para o prêmio de melhor álbum de eletrônica no Grammy Norueguês. 

O trabalho era bizarramente todo feito com sons de - pasmem - queijo e biscoitos. Poucos vocais e uma base bem trabalhada criaram uma seleção refinada de faixas misturando electro, house e disco. Apesar do trabalho minucioso, a temática e a estética eram cômicas e inusitadas. Entenda:



A boa novidade é que a dupla está para lançar seu segundo álbum, Cajun Lunch. As referências culinárias continuam em alta, e a sonoridade vem ainda mais refinada. A mistura de electro, house e disco é infernalmente viciante e eclética. Alguns destaques de Cajun Lunch:



Faixa 01 - Mosambique Travelplan
Cajun Lunch abre com um piano melódico e logo se revela uma melodia retrô viciante com elementos de Disco, House e Minimal. O vocal em falseto de Ost ajuda a criar uma atmosfera gelada e refinada, digna de vernissages. Uma abertura ideal para um álbum bom de digerir.



Faixa 03 - Continental Lover
A terceira do álbum é o primeiro single de divulgação, apesar de não ser a mais forte representante do trabalho. Ela é iniciada com o theremin - um dos primeiros instrumentos musicais eletrônicos criados - que se transforma num plano de fundo para um electro/house com direito a coral e trechos recitados.



Faixa 04 - A New Deal
A faixa mais pesada do lançamento, com elementos fortes do Electro e do House; as batidas e elementos minimalistas lembram inclusive trabalhos de The Knife. Os vocais contam com corais quase góticos em contraste com a voz suave de Ost. Para quem gosta de dançar, essa é a melhor faixa.



Faixa 08 - Bluecheeseblues Part 2
Diferente da maioria das músicas de Cajun Lunch, essa faixa é um pouco mais calma. A primeira parte é uma abertura pra ela, e conta com guitarras e vocais influenciados pelo Soul afro-americano e um clima orgânico ainda mais forte. A segunda parte continua com os elementos e integra a eles o eletrônico refinado.


No geral, O&K conseguiram nesse segundo álbum conquistar a maturidade de produção e equilíbrio de ingredientes que (quase) todo artista cobiça e todo Chef procura: sem exageros desnecessários, sem estereótipos e muito bem dosado. O House deles é dançante na medida certa, o Electro é divertido sem ser caricato e a Disco é retrô sem ser exageradamente saudosista.

No clima de coquetéis luxuosos com comes e bebes de pronúncia difícil, Ost & Kjex recriam a música eletrônica  numa diversão deliciosamente agradável.

Ost & Kjex on MySpace

#Frikadica
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