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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

caio não morreu.

é hora de falar de literatura. e eu sei que ao ler essa frase, a maioria nem vai dar atenção ao resto desse post, mas aos que continuam lendo, parabéns! espero que a maioria conheça Caio Fernando Abreu. aos que não conhecem, é o seguinte. ele nasceu em Porto Alegre em 1948, e foi um dos maiores escritores brasileiros. escreveu romances, autos, crônicas, contos e até um livro infantil. você já deve ter ouvido falar de "Onde Andará Dulce Veiga?" (que inclusive já foi adaptado para o cinema), "O Ovo Apunhalado" ou "Morangos Mofados".

eu descobri Caio sem querer, há alguns anos. fuçando no armário de livros dos meus pais, sempre via uma capa estranha (essa aqui do lado), pegava na mão e guardava de volta. até o dia em que folheei. tomei um susto quando descobri que Morangos Mofados (e meus pais têm uma das edições mais antigas) é um livro de contos com apelo sexual forte, principalmente gay. claro que para o escritor, o sexo sempre vinha acompanhado de muitas outras coisas: romance, brigas, culpa e cargas de descrições e narrativas que poderiam ter sido escritas em versos. me encantei, devorei o livro em pouco tempo e acabei descobrindo que ele é super famoso.

Caio morreu em 1996, mas graças a pessoas competentes, a obra dele ainda é muito admirada e propagada de diversas maneiras. e, depois da muito merecida apresentação, vou ao ponto. o autor chegou à era digital de um jeito moderno e não menos interessante. fãs se dispuseram a levar suas obras à internet usando a criatividade e recursos que ele provavelmente gostaria de ver. as dicas vão numa ordem boa para os iniciantes entrarem aos poucos no universo das obras:

@caiofabreu - para quem tem preguiça de ler (como a maioria, infelizmente), o twitter é um bom jeito de entender um pouco o estilo e a cabeça de Caio ou relembrar a obra. ele é constantemente atualizado com citações e trechos, e pra minha alegria, muita gente segue e dá RT.


No Blogspot - um blog com visual pobre, mas conteúdo bom, se contém em postar trechos das obras do autor em pedaços obviamente maiores do que as do twitter. é um segundo passo para quem ainda tem dúvida se gosta ou se aguenta a densidade. em 2007, o blog parou.

Sem Amor, Só Loucura - esse é o mais próximo de um blog oficial das centenas que existem por aí falando do autor. claramente mais atualizado, o blog posta textos na íntegra, é uma pena que tenha encerrado as atividades em 2008.

No Tumblr - essa dica é pra quem já gosta ou pra quem realmente quer mergulhar de cabeça sem ver se a água tá fria. aqui você encontra praticamente todos os livros do autor na íntegra, em arquivos .doc.

O Flickr - essa é inusitada, e conheço várias pessoas que vão adorar (se é que já não conhecem e adoram). no "Que Seja Doce!!", um pessoal se juntou e transformou frases do Caio em camisetas bem bonitinhas! por enquanto, são só 4 modelos, mas tem potencial pra dar uma boa variada. e melhor, eles fazem masculino e feminino. o preço? R$30,00 + frete. eu acho justo, já escolhi uma pra mim, ó:




e é isso. aos que estão apreensivos ou com preguiça, confiem em mim. Caio Fernando Abreu é um escritor MUITO foda. vale a pena comprar os livros pra ter em casa, reler e principalmente emprestar. as dicas de leitura que eu dei são boas, mas são mais para conhecer. #frikadica

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

movies movies movies!

ouvindo o último álbum do Kasabian e obviamente sem sono (afinal são apenas 1:24 da manhã), venho falar sobre cinema. um cara desempregado, noivo e com uma nova carteirinha de estudante... tem como ficar mais propenso a ir ao cinema? não é a toa que tenho ido pelo menos uma vez por semana! desde o final do ano passado, foi uma maratona que passou dos pipocões americanos aos cabeçudos franceses: "bastardos inglórios", "avatar", "atividade paranormal", "sherlock holmes", "julie e julia", "500 dias com ela", "do começo ao fim", "onde vivem os monstros", "abraços partidos", "ervas daninhas", "hanami: cerejeiras em flor", "não minha filha, você não irá dançar". e acabou que, de tanto ir ao cinema, amanhã eu não tenho muitas opções a não ser "chéri" e "amor sem escalas".

pra quem tem mais opções que eu, aqui vão algumas dicas. se você quer ver um filme bobinho e feliz, recomendo dois:

Julie & Julia



essa história é baseada em dois livros: o da julia child, chef americana, e o de julie powell. a primeira era chef e lançou muuuitos livros de culinária desde 1968 até 2003, quando faleceu. a segunda era uma americana desconhecida até que, entediada, resolveu fazer um blog testando 524 receitas da primeira em 365 dias. fez sucesso com o blog, lançou um livro que virou o filme. as duas histórias são contadas no filme, que é sessão da tarde mas vale a pena. me identifiquei pencas. e olha que bonitinho! o blog da julie ainda existe!


a segunda opção feliz é "onde vivem os monstros".



esse é baseado num livro infantil bem famoso nos eua, "where the wild things are", e o esquisitinho (e adorado) diretor spike jonze pegou a direção e transformou num filme não tão infantil. tanto que só vejo adultos e moderninhos indo assistir, raramente famílias. pra quem não se lembra do spike jonze, ele era o diretor do jackass e váááários clipes legais da björk, the white stripes, e outros. a trilha sonora do filme é bem bonitinha, e ficou por conta da "karen o and the kids". pra quem não ligou o nome à pessoa, a karen é vocalista do yeah yeah yeahs, que aliás eu acho uma banda bem medíocre (#prontofalei). encontrei duas coisas bem legais pra recomendar: o livro "where the wild things are" pra baixar em pdf e a trilha sonora. enjoy!

agora, se você procura uma coisa mais profunda e emocionante, com certeza o filme certo é "hanami: cerejeiras em flor".



esse filme alemão conta a jornada de um homem após a morte de sua esposa. ela sempre quis ir ao japão, entre outras coisas, e ele resolve fazer isso por ela (ou com ela). tenho que admitir que fiquei com os olhos cheios d'água várias vezes. as imagens são muito bonitas, e o jeito engraçado e poético com que as coisas acontecem são bem realistas. era o que eu esperaria ver em um drama alemão.

agora, se você deseja ver um filme BEM ruim, vá assistir "Do Começo Ao Fim".



não sei por onde começar. a história é super fraca, o filme é lerdo, o drama não é explorado, o romance não é explorado, MEU DEUS o sexo não é bem explorado (isso em cinema nacional é quase um paradigma!)... quem poderia salvar o filme eram a julia lemmertz e a louise cardoso, maaas... e sabe a música que toca no trailer? ela é como o tema da novela carrossel (ver 1:27), é usada em TODAS as ocasiões. pra não tirar total o crédito do filme, ele é um dos poucos filmes com temática gay que não é uma novela mexicana, e se ele pode ter algum efeito bom, que seja pelo menos para os brasileiros se acostumarem aos poucos com a idéia de gays realmente existirem. (esse país às vezes parece que estacionou em outro milênio, né?)

por enquanto é isso. peguem seus MM's, pipocas ou óculos 3d e aproveitem as promoções de quinta-feira no cinema! #frikadica
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