sexta-feira, 11 de junho de 2010

#FollowFriday - 11/06/10

Para ler ouvindo:
Simian Mobile Disco - Cruel Intentions (feat. Beth Ditto)

Essa semana passou voando, certo? E ainda bem, porque amanhã é Dia dos Namorados, e mesmo para quem está solteiro, o dia pode ser ótimo. É só saber se ocupar e se tudo falhar, compre 2 barras de chocolate e assista um filme da Marilyn Monroe.

Mas hoje ainda é sexta-feira, então vamos aos 5 twitters indicados da semana:


@besidecolors -Em tempos de tumblr é fácil postar mil fotos legais de artistas, designers e etc sem dar os merecidos créditos, e o resultado disso é um monte de referência visual sem fonte. O blog Beside Colors é uma quebra desse ciclo, e fala de muita coisa legal em matéria de "arte urbana, moda, música, tendências, movimentos artísticos, cinema, exposições e outros". Parece muita coisa só de listar, imagina pesquisar e postar. Trabalhão de resultados ótimos!


@Fabioallves - Ele é meu colega de blog através do Moda Para Homens. Além de assinar muitas e muitas matérias do MPH, o Fábio também escreve no AllAboutt. Nessa semana, ele está fazendo uma cobertura ótima do SPFW com foco na moda masculina. Corre lá para saber o que anda acontecendo nos desfiles dessa edição 2010.



@falandoDmusica - A premissa do blog é ótima e bem parecida com a do Frikadica: dicas musicais dinâmicas e com bom conteúdo. O blogueiro Rafael Funchal faz isso de um jeito leve, rápido e gostoso de ler. Isso sem contar que as dicas são altamente ecléticas, variando do pop ao punk rock. Trabalho digno.




@Robbieafesta - Quem já esteve pela Rua Augusta em São Paulo muito provavelmente já ouviu falar dessa festa. Apesar de ela acontecer normalmente no Hotel Cambridge (na Barra Funda), os produtores dela sempre estão pela Augusta divulgando a festa. E nem precisaria de tanto esforço se todo mundo gastasse R$10 de entrada pra dançar a noite inteira. O que toca? De tudo. Mesmo.



@siamusic - O selo "Verified Account" ali no perfil não deixa dúvidas, é o twitter oficial de Sia. E ela merece um #FF mais do que especial pelo simples fato de ter lançado um dos melhores álbuns do ano até agora - e por deixar grandes dúvidas se haverá algum que o supere. Não ouviu ainda? Tá aqui.



Aproveitem o final de semana romântico, galinhento ou morgante. Muito axé.

#Frikadica

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sia - We Are Born (2010)


Demorou, demorou, demoroooooou... Mas chegou. Antes de qualquer coisa, vocês devem saber quem é Sia. Para isso, é só ler esse post aqui.

Uma vez informados, vocês com certeza estão afoitos para ouvir o novo álbum, e a boa notícia é que ele acabou de vazar. Esse trabalho é indiscutivelmente um nascimento para Sia, pelo simples fato de ser um mergulho de cabeça no mundo pop. Ao mesmo tempo que o gravou e produziu, Sia trabalhou em parceria para várias faixas do novo álbum da Aguilera (ouça aqui) além de gravar uma faixa para a trilha sonora de Eclipse e uma para o álbum de Fatboy Slim com David Byrne. A moça andou ocupada, mas definitivamente não deixou a criatividade diminuir por isso. 

Leiam a resenha exclusiva e ouçam em primeira mão, faixa a faixa:


01. The Fight
Desde que a faixa vazou junto com outras 5, estava óbvio que seria a primeira do álbum, com o coro de crianças cantando "we are born, we are born". The Fight dá a impressão de ter sido gravada em uma festa, e é isso que dá vontade de fazer: juntar um monte de gente num apartamento e colocar o volume no máximo. A letra é um hino otimista sobre sair da escuridão em direção à luz, lutar e ganhar.

02. Clap Your Hands
Primeiro single do álbum, ela com certeza é uma das mais agradáveis para quem não conhece a moça e para os fãs de pop. Com uma roupagem mais comercial, Sia continua trabalhando temas dançantes carregados de elementos do electro misturado com indie-rock. O clipe é um dos mais divertidos que você vai encontrar atualmente, tem passado até no MTV Lab.

03. Stop Trying
O álbum ganha ares de anos 80 nessa terceira faixa com a bateria acompanhada de palmas, mais coro infantil e xilofone. Divertidíssima e eletrizante, Stop Trying é um aviso para aquelas pessoas que se esforçam demais para serem amadas. Para dançar como Billy Idol.

04. You’ve Changed
Mais uma animadinha, e dessa vez o indie-rock parece dar um passo à frente do pop. Dá para imaginar uma banda inglesa - Friendly Fires, por exemplo - gravando essa música. A guitarra e o baixo acompanhando a bateria dão um ar meio Franz Ferdinand, enquanto os efeitos dos sintetizadores lembram a tendência nu-rave que invadiu o rock britânico há alguns anos (vide Klaxons e Hadouken!). Ela também ganhou um clipe sensacional.

05. Be Good To Me
Primeira música calma do cd, ela é bem diferente das composições melódicas típicas da cantora. Com rock na veia, Be Good To Me tem influências fortes do Soul americano onde a melodia é forte e acompanhada de um vocal muito bem trabalhado. Cantoras como Alicia Keys fariam uma interpretação quase tão boa quanto a de Sia.

06. Bring Night
Talvez a melhor faixa de We Are Born, Bring Night é das músicas mais contagiantes e fáceis de grudar na memória feitas recentemente. O refrão principal não tem letra, o que já um passo para torná-la um chiclete. Potencial enorme para ser single e ganhar mais um clipe daqueles feitos com 100 dólares e idéias absurdas.

07. Hurting Me Now
Pela primeira vez em WAB, Sia canta sobre amor. E apesar da letra falar de mágoas passadas por falta de aceitação com a namorada JD - se é que as músicas dela são tão auto-biográficas -  Hurting Me Now é um som divertido, acompanhado de sinos e uma melodia que lembra rocks inocentes dos anos 1950.

08. Never Gonna Leave Me
O rock indie parece ter entrado mesmo no repertório oficial, e a oitava faixa, apesar de não ser das mais marcantes do lançamento, é divertida e levemente melancólica. As influências do rock/new wave dos anos 1980 reaparecem para nos fazer dançar rapidinho, chutando o ar e batendo palmas.

09. Cloud
Até agora Sia parecia estar dançando tanto que o fôlego não aparecia. Mas em Cloud ela nos lembra que sua voz é forte, retumbante e doce. Essa balada é um rock quase folk com ecos retrô e acompanhamento quase imperceptível de violinos e piano.

10. I’m In Here
Essa é outra das faixas que haviam sido colocadas no próprio site da cantora há algumas semanas, e parece ter sido puxada direto da época do álbum Colour The Small One (2004). Melodia composta no piano, com bateria simples, marcante e vocais multiplicados e melancólicos. Uma faixa que se destaca do resto de WAB pela tristeza e frieza de produção.

11. The Co-Dependent
Mais uma prova de que Sia bebeu na fonte de Siouxsie, Tears For Fears & cia. Ela é outra música meio interlúdio, sem grande importância em comparação a outras. Mas as partes cantaroladas sem letra mais uma vez grudam na memória e trazem uma simpatia instantânea.

12. Big Girl, Little Girl
Essa também era uma das 6 faixas já apresentadas, e carrega para esse álbum pop toda a força indie/roqueira dessa nova faceta de Sia. Além da guitarra, a música ainda conta com um final ao piano que lembra muito suas músicas de 2004. Começa feliz e acaba emocionante.

13. Oh Father (Madonna cover)
Dessa música provavelmente só os maiores fãs de Madonna se lembrarão. Ela é um single do quarto álbum da rainha do pop, Like A Prayer. Não fez lá muito sucesso na época, mas não significa que não seria digna de uma regravação tão boa quanto essa. Isso porque mesmo sendo pop, Sia não gosta de ser óbvia. Ponto pra ela. Para quem quiser ouvir a original, dá uma olhada nesse video.

14. Hold Me Down
A única faixa do álbum a não vazar com o resto. Seria um bônus? Uma faixa fantasma? Um mito? Aguardem mais informações.


We Are Born foi esperado por semanas, mas após ouvi-lo cheio de expectativas é impossível não concluir que é um álbum excelente, daqueles raros que podem - e devem - ser ouvidos do início ao fim sem pular uma faixa sequer. Além de ter uma produção impecável e trazer a pouco conhecida cantora ao universo pop sem deixar a alma indie se corromper, o trabalho parece ter sido feito por crianças-prodígio que não pensaram em outra coisa que não fosse diversão pura. Nota 10.


#Frikadica

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ost & Kjex, House e Gula


Pegar emprestado influências da Moda, do Cinema e Artes Plásticas já é algo comum na música há algum tempo. Misturar sons com elementos visuais é algo recorrente, seja pela letra da música, pelos clipes ou pelas melodias. Mas o que dizer quando alguém tenta colocar elementos da culinária na música?

Ost & Kjex (queijo e biscoito) são uma dupla norueguesa de música eletrônica formada por volta de 2004. Na época "Terminator Kjex" e "Cheesy" tinham uma fixação por essas duas "iguarias", e lançaram seu primeiro álbum "Some, But Not All Cheese, Comes From The Moon". O sucesso inesperado veio quando foram nomeados para o prêmio de melhor álbum de eletrônica no Grammy Norueguês. 

O trabalho era bizarramente todo feito com sons de - pasmem - queijo e biscoitos. Poucos vocais e uma base bem trabalhada criaram uma seleção refinada de faixas misturando electro, house e disco. Apesar do trabalho minucioso, a temática e a estética eram cômicas e inusitadas. Entenda:



A boa novidade é que a dupla está para lançar seu segundo álbum, Cajun Lunch. As referências culinárias continuam em alta, e a sonoridade vem ainda mais refinada. A mistura de electro, house e disco é infernalmente viciante e eclética. Alguns destaques de Cajun Lunch:



Faixa 01 - Mosambique Travelplan
Cajun Lunch abre com um piano melódico e logo se revela uma melodia retrô viciante com elementos de Disco, House e Minimal. O vocal em falseto de Ost ajuda a criar uma atmosfera gelada e refinada, digna de vernissages. Uma abertura ideal para um álbum bom de digerir.



Faixa 03 - Continental Lover
A terceira do álbum é o primeiro single de divulgação, apesar de não ser a mais forte representante do trabalho. Ela é iniciada com o theremin - um dos primeiros instrumentos musicais eletrônicos criados - que se transforma num plano de fundo para um electro/house com direito a coral e trechos recitados.



Faixa 04 - A New Deal
A faixa mais pesada do lançamento, com elementos fortes do Electro e do House; as batidas e elementos minimalistas lembram inclusive trabalhos de The Knife. Os vocais contam com corais quase góticos em contraste com a voz suave de Ost. Para quem gosta de dançar, essa é a melhor faixa.



Faixa 08 - Bluecheeseblues Part 2
Diferente da maioria das músicas de Cajun Lunch, essa faixa é um pouco mais calma. A primeira parte é uma abertura pra ela, e conta com guitarras e vocais influenciados pelo Soul afro-americano e um clima orgânico ainda mais forte. A segunda parte continua com os elementos e integra a eles o eletrônico refinado.


No geral, O&K conseguiram nesse segundo álbum conquistar a maturidade de produção e equilíbrio de ingredientes que (quase) todo artista cobiça e todo Chef procura: sem exageros desnecessários, sem estereótipos e muito bem dosado. O House deles é dançante na medida certa, o Electro é divertido sem ser caricato e a Disco é retrô sem ser exageradamente saudosista.

No clima de coquetéis luxuosos com comes e bebes de pronúncia difícil, Ost & Kjex recriam a música eletrônica  numa diversão deliciosamente agradável.

Ost & Kjex on MySpace

#Frikadica

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tesourinho #7 - Love Is The Drug


O #Tesourinho dessa semana é triplo. Isso porque se trata de uma faixa só com três versões bem diferentes.

Love Is The Drug é uma música da lendária banda Roxy Music. A melodia foi escrita pelo fundador e saxofonista da banda Andy Mackay para ser apenas uma música instrumental, mas o vocalista e compositor do Roxy Music Bryan Ferry fez questão de escrever uma letra para encaixar.

Ela apareceu pela primeira vez como um dos singles do álbum Siren (1975) e foi responsável por grande sucesso na Inglaterra, terra da banda, mas principalmente por levar pela primeira vez o som deles aos EUA. Ela é um marco do rock, e está na "The Rock and Roll Hall of Fame's 500 Songs that Shaped Rock and Roll" (500 músicas que moldaram o rock and roll). A versão original:

Roxy Music - Love Is The Drug

Cinco anos depois a magnânima Grace Jones lançou seu álbum Warm Leatherette, que vinha com um cover da mesma música. Com uma roupagem moderna para a época, Jones transformou a faixa de 4 minutos em um new wave semi-psicodélico com 8 minutos de duração. Menos rock e mais soul, ela deu uma sensualidade mais contida e gostosa:

Grace Jones - Love Is The Drug

A última e mais dançante versão da música ficou por conta de Kylie Minogue. Tão inusitado quanto a idéia, a versão gravada pela princesa australiana do Pop é uma releitura muito bem feita. O cover foi produzido para uma coletânea dupla da BBC Radio 1 em comemoração aos 40 anos da estação de rádio mais famosa da Inglaterra, lançada em 2007. 40 artistas atuais regravaram os 40 maiores hits de cada ano. Se ao mesmo tempo a música foi mantida com o charme disco/new-wave/glam rock de 1970/80, um ritmo mais firme e pop foi introduzido para transformá-la numa música excelente para as pistas de dança:

Kylie Minogue - Love Is The Drug

Mais uma curiosidade sobre a faixa: no documentário 101, da banda Depeche Mode, o vocalista Dave Gahan aparece cantando Love Is The Drug enquanto brinca com uma máquina de pinball.

#Frikadica

sábado, 5 de junho de 2010

The Chemical Brothers - Further (2010)


Eles dispensam apresentações. O duo britânico de música eletrônica está sempre no foco das atenções toda vez que lança algo novo. Mainstream mas sem perder a qualidade e o apelo comercial, TCB é um marco na cena mundial quando a questão é música pra dançar. Só pra listar alguns sucessos: Setting Sun, Block Rockin Beats, Hey Boy Hey Girl, Out Of Control, Believe, Galvanize The Salmon Dance e The Golden Path. E esses exemplos são só a ponta do iceberg, por que algumas faixas têm nomes que podem até não ativar a memória, mas se você ouvisse na pista com certeza reconheceria e dançaria feliz.

Pra lembrar de um dos melhores trabalhos, temos o vídeo de The Test. A faixa conta com o vocal de Richard Ashcroft, vocalista da banda The Verve, e o clipe é uma viagem de LSD bonita de assistir:

Chemical Brothers - The Test

Depois de lançar em 2008 a coletânea dupla de singles Brotherhood, Tow Rolands e Ed Simons voltaram ao estúdio para começar um trabalho novo. Em Março desse ano, eles anunciaram o nome Further como título do novo álbum e deram a notícia de que ele seria o primeiro da dupla cujas faixas foram feitas para encaixar direitinho com as cenas de um filme produzido em parceria com os vídeo-artistas Adam Smith e Marcus Lyall. Ou seja, o álbum também é uma trilha sonora em tempo real de um filme deles.

Em Maio, TCB fizeram quatro shows em Londres nos quais eles tocaram o álbum inteiro e exibiram o filme na íntegra. Para quem não pôde assistir/ouvir, o álbum finalmente vazou, após uma longa espera. Quer ouvir? Just push the button:


01 - Snow


02 - Escape Velocity


03 - Another World


04 - Dissolve


05 - Horse Power


06 - Swoon


07 - K+D+B


08 - Wonders Of The Deep


Como eles haviam comentado, o álbum é o mais melódico e psicodélico da carreira da dupla. Eles beberam da fonte de "The Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd, e fizeram um trabalho bem competente. O primeiro single do álbum é Swoon, e eles devem usar partes do longa como clipes. Resta saber quando o filme vazará na íntegra, ou quando o DVD será lançado, para podermos conferir o resultado final.


#Frikadica
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