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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Conheça: Stuart Warwick


Se você gosta de Antony & The Johnsons, Perfume Genius, Rufus Wainwright, vocais marcantes e músicas para ouvir quando bate uma deprê, Stuart Warwick vai ganhar seus ouvidos.

Apelidando seu som como "queer melancholic pop", o britânico de Brighton lançou em janeiro The Butcher's Voice, seu segundo álbum sob seu nome real. Antes disso, havia lançado dois discos sob o pseudônimo Jacob's Stories e então, The Ordeal. Piano, alguns elementos eletrônicos e uma voz penetrante são tudo o que ele precisa para criar fantasmas em forma de canções.

Nesse ano, o cantor barra compositor parece ter enfiado uma faca no próprio peito e sangrado as músicas que compõe o novo trabalho. Entre a saudosista abertura de Sailors - que poderia muito bem ter sido escrita pelas CocoRosie - e a música de ninar The Fairer Sex, o álbum trata de dor, heartbreak e principalmente de identidade de gênero e as dificuldades que a sociedade cria para que tem uma sexualidade fora dos padrões.

Não é à toa que a capa do disco traz o ator transgênero Buck Angel como figura central. Ele também inspirou Man With A Pussy, faixa escolhida para o primeiro vídeo. O performer crossdresser David Hoyle se transforma para as câmeras e sobe ao palco. Referências fortes para uma música forte.




Hoje, em comemoração ao Valentine's Day, o clipe de Crush está sendo lançado. Com um clima 80's e efeitos de VHS, ele é surpreendentemente irônico - e talvez até passivo-agressivo. Bobo, no melhor dos sentidos:




Não é só de temática e letras assombrosas que ele constrói sua música. A voz que varia entre o grave cavernoso e o agudo doloroso é algo que há muito eu não ouvia - se já ouvi. Se você ainda não está convencido ou apaixonado (como???), veja o que o moço é capaz de fazer ao vivo:



Dá um pulo na página dele do BandCamp pra baixar as músicas ou comprar o CD/LP.



#Frikadica

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Conheça: Dillon

(imagem: divulgação)

Vim quebrar o silêncio no blog com uma descoberta que acabei de fazer. Talvez alguns de vocês já tenham ouvido falar, lido a respeito ou já conheçam a alemã Dominique Dillon de Byington, aka Dillon.

Geralmente é difícil me apaixonar por músicos alemães (com exceção de produtores de electro/techno/etc), e não é todo dia que se ouve algo tão delicado e sentimental quanto a música da Dillon.

A menina mal lançou seu primeiro disco, This Silence Kills, e já está sendo comparada por aí com Kate Bush, Björk e até Fever Ray. Daí você imagina que estilo ela explora, para ganhar essas - merecidas - correlações. Veja o primeiro clipe oficial, Tip Tapping:

(alguém mais lembrou de Dance, Dance, Dance da Lykke Li?)


O primeiro trabalho da alemã é impressionante tanto nas melodias que misturam um piano soturno com batidas eletrônicas quebradas quanto na voz quase irritantemente infantil e rachada. As letras fecham o círculo trazendo ainda mais melancolia, frieza e um pouco de doçura.

Mas para mim os maiores destaques de This Silence Kills não tem Tip Tapping na lista, mas a gélida Thirteen Thirtyfive, a desafinada Undying Need To Scream, a homicida From One To Six Hundred Kilometers o fechamento hipnótico de Abrupt Clarity. Ouçam:


Dillon - Thirteen Thirtyfive




Dillon - Undying Need To Scream



Dillon - From One To Six Hundred Kilometers



Dillon - Abrupt Clarity


E uma boa surpresa pra nós brasileiros: a cantora já esteve por São Paulo, gravando no Studio8. Já podemos nos colocar na lista de shows? ;)

Dá uma olhada no site da Dillon, pra ouvir/ver/ler mais.



#Frikadica
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